Prefeito apresenta plano de intensificação de combate ao Aedes aegypti

Prefeito apresenta plano de intensificação de combate ao Aedes aegypti
junho 28 13:00 2019 Imprimir Conteúdo

 

O prefeito Edvaldo Nogueira divulgou, nesta sexta-feira, 28, o Plano de Intensificação das Ações de Combate ao mosquito Aedes Aegypti. A amplificação das ações foi determinada pelo próprio prefeito em reunião com o secretariado, na quarta, 27, quando  discutiu as diretrizes do plano. Embora a capital se mantenha na condição de médio risco em relação às doenças Dengue, Zika e Chikungunya, resultado do trabalho efetivo de prevenção desenvolvido pela gestão municipal, a adoção dessa medida se justifica devido a situação de epidemia em municípios do interior sergipano e em cidades do Sul e Sudeste do país.

O Plano objetiva, principalmente, prevenir e controlar processos epidêmicos e evitar a ocorrência de mortes e complicações derivadas de doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, como destacou o prefeito. “Precisamos pensar fora da caixa, portanto, trabalhar ainda mais a prevenção. Por isso, me reuni com todos os secretários para definir as ações de cada pasta dentro do plano. Essa preocupação em baixar os índices relacionados às doenças transmitas pelo mosquito e todo o processo de prevenção faz parte do Planejamento Estratégico da gestão desde 2017, então, o que estamos fazendo com esse plano é intensificar ainda mais os trabalhos”, destacou Edvaldo Nogueira.

Dentro do plano, foram estabelecidas cerca de 20 diretrizes, entre elas a designação de duas equipes de agentes durante a noite, das 19h às 22h, para visitar casas que estavam fechadas durante o dia; visitação de todas as escolas para eliminação dos focos; trabalho de campo em quatro sábados por mês; aplicação do fumacê costal; realização do Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa) a cada dois meses, como recomendado pelo Ministério da Saúde; realização de mutirões de limpeza; monitoramento quinzenal estratégico dos pontos de proliferação; entre outras.

Essas medidas, contudo, se trata, como o plano especifica, de uma intensificação, já que, durante todo o ano, a Prefeitura de Aracaju realiza trabalhos constantes e otimizados de combate ao mosquito. De janeiro a junho de 2019, a SMS registrou 11 mutirões aos sábados, 25.097 pneus coletados, 70 dias de aplicação do fumacê costal, oito ações do projeto Canto Limpo, além de 366.564 visitas realizadas pelos agentes de endemias em todos os bairros da capital.

A secretária municipal da Saúde, Waneska Barboza, ressaltou alguns pontos de atenção. “A própria doença tem um comportamento periódico. A cada quatro anos ela tem uma propensão a ter surtos. Estamos em um ano em que a tendência é ter aumento, temos visto isso no Brasil como um todo e Aracaju, pelas ações que vem desenvolvendo, tem conseguido se manter com um risco mediano. Epidemiologicamente, não temos risco de epidemia, porém, os casos que vêm aparecendo são casos mais graves”, destacou.

Em 2019, já foram realizados três LIRAa. No mês de janeiro, foi registrado um índice de 1,2, em março, se manteve o mês do anterior, já em maio, como o previsto, houve um aumento, e o índice foi de 1,8, o que colocou a capital na classificação de médio risco. Na próxima segunda-feira, 1º, mais uma coleta de dados do LIRAa será iniciada.

A diretora de Vigilância e Atenção à Saúde, Taíse Cavalcante, explicou o fenômeno que impulsiona o aumento do índice. “Quando a chuva chega, sabemos que vai ter foco. Estamos num período do ano em que há o aumento do número de focos, fato que faz crescer a probabilidade de ter mosquito. Como o tempo está mais frio, o desenvolvimento da larva demora um pouco mais. Quando há sol, no verão, em sete dias já temos um mosquito adulto, no frio, 15, 20 e até 30 dias temos o mosquito adulto. É o tempo que dá para trabalharmos e evitar que ele cresça e transmita a doença. A dengue, por exemplo, é uma doença cíclica, ela é transmitida por quatro tipos de vírus. A cada quatro, cinco anos, acontece o aumento do número de casos. Mesmo que tenha um número menor de focos, mas, se tiver a presença do vírus, o mosquito pode transmitir a doença. Já foi confirmada pelo Lacen [Laboratório Central de Saúde Pública de Sergipe] a presença dos vírus Tipo 1 e Tipo 2. O vírus Tipo 2 circulou em Aracaju em 2008, na epidemia que houve. É um tipo mais agressivo da doença e, por isso, todas as ações de intensificação são extremamente importantes e mais do que necessárias”, observou.

Uma das preocupações tem relação com as crianças. De acordo com dados da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), até o dia 26 deste mês 50,3% dos casos notificados eram de pessoas menores de 14 anos. “Como a epidemia em Aracaju aconteceu em 2008, temos crianças de 11 pra baixo que não tiveram contato com o vírus mais agressivo, então, a probabilidade e a suscetibilidade de eles adoecerem é maior. As pessoas precisam ter mais cuidado com a prevenção, eliminar os focos e larvas e se manterem atentas”, reforçou Taíse.

Situação epidemiológica

Dados da SMS apontam que de janeiro a junho deste ano, foram notificados 707 casos de Dengue, 61 de Chikungunya e 31 de Zika, dos quais foram confirmados 143 de dengue, seis de chikungunya e nenhum  de zika.

De maneira geral, pelo número de habitantes da cidade, Aracaju foi classificada com baixa incidência para epidemia, sendo que, há quatro semanas seguidas, está sendo registrada a queda da incidência dos casos notificados, o que não significa que as ações devem diminuir.

“A população é parte fundamental nesse plano de intensificação. A Prefeitura realiza o seu papel, mas, as pessoas precisam colaborar para não termos focos do mosquito. É uma força conjunta e integrada dentro da gestão, com as secretarias, mas também entre a gestão e os moradores da capital, já que o que desejamos é um benefício comum a todos”, salientou o prefeito Edvaldo Nogueira.

Foto Ana Licia Menezes

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