O primeiro passo dado pela gestão municipal foi conduzir os trabalhos da Prefeitura no sentido de diminuir

O primeiro passo dado pela gestão municipal foi conduzir os trabalhos da Prefeitura no sentido de diminuir
abril 25 08:29 2020 Imprimir Conteúdo

Na próxima segunda-feira, dia 27, a Prefeitura de Aracaju iniciará uma série de testes com a população no sentido de avaliar a frequência da covid-19 e sua distribuição nos bairros da cidade, ou seja, um mapeamento do coronavírus. Para a elaboração desse mapa, a gestão municipal formou parceria com a Universidade Federal de Sergipe (UFS), que fará a análise final dos dados obtidos através dos testes.

O primeiro passo dado pela gestão municipal foi conduzir os trabalhos da Prefeitura no sentido de diminuir a possibilidade de contaminação para que não houvesse explosão de casos em Aracaju, no momento em que o primeiro caso foi registrado na capital. Agora, o segundo passo é justamente mapear o coronavírus.

De acordo com a diretora de Vigilância e Atenção Básica em Saúde, Taíse Cavalcante, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) já havia realizado todo um estudo e foi em busca da UFS para dar credibilidade e validação ao que estava sendo planejado pela Prefeitura.

“Já tínhamos um desenho de onde estavam os pacientes que tiveram a covid-19. A partir disso e com a conclusão do estudo, poderemos traçar toda a estratégia de como deverá ser o isolamento social, de acordo com cada bairro, grupo, faixa etária, assim, poderemos trabalhar de forma mais precisa para que não haja a sobrecarga no sistema de saúde junto à UFS, criamos a metodologia para o mapeamento do coronavírus. O objetivo principal é saber a prevalência, o percentual de pessoas que tiveram contado com o vírus”, afirmou Taíse.

Toda a parte prática do estudo, ou seja, a aplicação dos testes na população, será realizada pelas equipes da Prefeitura de Aracaju e caberá à UFS a compilação dos dados obtidos e, assim, a conclusão do mapeamento.

“Para o que chamamos de randomização, usaremos o método que aplicamos para o LIRAa – Levantamento Rápido de Índices para Aedes Aegypt. Sabemos que 80% que tiveram contato com o vírus são assintomáticas ou com sintomas leves, portanto, os testes serão aplicados em todos os bairros da cidade, em pessoas que não apresentam sintomas”, destacou a diretora.

Pela UFS, quem está à frente do estudo é o chefe do Laboratório de Biologia Molecular do Hospital Universitário (HU), Roque Almeida, que conta com outros dois médicos em sua equipe para dar continuidade ao mapeamento, a partir dos dados obtidos pelos testes realizados pela Prefeitura.

De acordo com Roque, alguns indicadores serviram para definir quantas pessoas seriam necessárias para compor a amostragem. “Não temos dados anteriores sobre o coronavírus, como temos de outras doenças ou vetores, mas, temos dados de mortalidade, casos positivos, testes realizados. Esses indicadores serviram como base para calcular quantas pessoas seriam necessárias, em Aracaju, para testar. Chegamos ao número de 2.680 pessoas”, ressaltou.

Em cada bairro, no mínino 50 pessoas serão testadas, a depender do tamanho da localidade, o número de pessoas vai aumentar.

“Além do teste em si, teremos um questionário, para saber se as pessoas utilizam transporte público, se viajou, se foi ao supermercado, por exemplo, para fazermos uma análise secundária e termos uma ideia de como aconteceu a infecção pelo vírus”, frisou Roque.

Ainda segundo o representante da UFS, após o início dos testes, pela capacidade operacional do Município, em duas semanas terá sido finalizada a parte prática e depois será apenas o tempo de fazer a análise dos dados e, posteriormente, apresentar o mapeamento.

Foto Ana Licia Menezes

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