“Me sinto acolhida nesse momento de pandemia”, afirma escrivã da policia

“Me sinto acolhida nesse momento de pandemia”, afirma escrivã da policia
abril 25 07:43 2020 Imprimir Conteúdo

“Me sinto acolhida nesse momento de pandemia”, afirma escrivã da policia que recebe apoio psicossocial da SSP
O atendimento realizado pelo Ciaps visa manter a saúde mental dos profissionais Segurança Pública diante da rotina de enfrentamento ao Coronavírus

“Associado ao trabalho como policial, especialmente no momento de distanciamento social, o trabalho do Ciaps me traz conforto para o coração e a mente, e equilibra minhas emoções. Me sinto acolhida nesse momento de pandemia”, é assim que Isabela Ohara, escrivã da Polícia Civil, destacou a importância do Centro Integrado de Apoio Psicossocial (Ciaps), da SSP, nesse momento de enfrentamento ao Coronavírus.

Assim como Isabela Ohara, vários outros servidores da Segurança Pública de Sergipe estão sendo ouvidos e orientados por psicólogos do Ciaps. Esse momento de isolamento social, onde há incertezas sobre os próximos passos em todo o planeta, é uma fase complicada para qualquer pessoa. Se está difícil para quem está em casa, imagine então para quem está diariamente nas ruas desempenhando suas atividades em serviços essenciais como é o trabalho policial?

É com base nisso que o Ciaps vem disponibilizando o atendimento a distância. Inicialmente, o servidor da SSP entra em contato pelo telefone (79) 3213-1267, de terça-feira à sexta-feira, das 8h às 13h. O atendimento então é direcionado ao serviço social, que fará o acolhimento inicial e encaminhará ao atendimento psicológico.

As equipes entrarão em contato para marcar um horário. O atendimento é realizado por um psicólogo e será feito ou pelo Skype ou pelo Whatsapp. E para que a sessão transcorra o mais próximo possível dos moldes do atendimento presencial, o Ciaps orienta que o solicitante, no horário marcado, esteja em um ambiente silencioso e reservado.

Ciaps sempre presente

A escrivã contou que teve o primeiro contato com o Ciaps há três anos. “Tive meu primeiro atendimento no ciaps no ano de 2017, e somente soube de sua existência porque coincidentemente fui a uma consulta particular com um psicólogo. Ele me informou da prestação do serviço de terapia sem qualquer custo para mim, então fui encaminhada ao Ciaps, onde permaneci alguns meses”, mencionou.

A rotina do trabalho policial acabou a afastando das sessões, mas o Ciaps voltou a estar presente na vida de Isabela Ohara. “Há aproximadamente dois meses voltei a frequentar a terapia por estar trabalhando em Aracaju, pois em serviço no interior nem sempre é possível ter disponibilidade de horários”, citou.

Ela concluiu com uma reflexão sobre obtida a partir das sessões psicoterápicas junto ao Ciaps. “Além disso, aprendo muito que ter empatia não é pegar o problema alheio para mim. E, assim, consigo um melhor aproveitamento no trabalho, levando sempre uma palavra de conforto e confiança para a população”, ressaltou.

ASN – Foto SSP

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