Machado: distribuidoras de gás continuam ganhando e consumidores, perdendo

Machado: distribuidoras de gás continuam ganhando e consumidores, perdendo
maio 06 08:42 2019 Imprimir Conteúdo

A Petrobras anunciou, nesse fim de semana, um novo aumento do gás de cozinha para uso residencial que passa a valer a partir desse domingo. Dessa vez, o reajuste foi de R$ 0,87 em cada botijão de 13 kg – um aumento de 3,43%.

Em nota, as cinco maiores distribuidoras que atuam no país – entre elas a Liquigás (subsidiária da Petrobras) – anunciaram o mesmo reajuste no valor final do gás. Isso significa que, em vez de R$ 0,87, em Sergipe, o reajuste será de aproximadamente R$ 2,00 por botijão para o consumidor, mais que o dobro do valor reajustado nas refinarias.

“Com isso, quem lucra são as distribuidoras e quem perde são os milhões de consumidores”, afirma o ex-deputado federal José Carlos Machado, que tem uma história de luta nesse sentido durante seus dois mandatos na Câmara.

Isso porque ele apresentou dois projetos de lei voltados diretamente para o impacto do reajuste do gás de cozinha no orçamento familiar: um deles apresentava a venda fracionada do gás ao consumidor e o outro a cobrança da sobra que sempre resta no botijão devolvido.

“Até quando só os interesses das distribuidoras irão prevalecer em detrimento dos interesses dos brasileiros?”, questiona.

Machado lembra que são cerca de 37 milhões de botijões comercializados ao mês no país. “Um real a mais no preço do botijão representa um aumento de quase R$ 400 milhões ao ano para as distribuidoras”, contabiliza.

Para ele, a própria Agência Nacional do Petróleo – ANP – faz vista grossa em relação aos constantes reajustes, fazendo com que aos brasileiros reste apenas a esperança de que o ministro da Economia, Paulo Guedes, cumpra a promessa de baixar o preço do gás de cozinha.  “É difícil, mas esperamos que aconteça”, diz Machado. Assim como ele, milhões de brasileiros também esperam por isso.

Por Tanuza Santos de Oliveira

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