Justiça suspende os direitos políticos de Gustinho Ribeiro. Deputado vai recorrer

Justiça suspende os direitos políticos de Gustinho Ribeiro. Deputado vai recorrer
junho 29 06:03 2020 Imprimir Conteúdo

Uma sentença da 2ª Vara Cível da Comarca de Lagarto cassou por 5 anos os direitos políticos do deputado federal Gustinho Ribeiro. Ele foi condenado por desviar R$ 300 mil de verbas de subvenção quando ainda era deputado estadual. O documento foi assinado no último dia 19 de junho.

De acordo com a sentença, o Ministério Público ingressou com ação alegando que Gustinho Ribeiro, sua tia Acácia Ribeiro e a Associação Beneficente Sócio Cultural Acácia Ribeiro “participaram de um esquema de desvio das verbas de subvenção provenientes da Assembleia Legislativa do Estado de Sergipe, no montante de R$ 300 mil”.

Em nota, Gustinho Ribeiro diz que irá recorrer da decisão e que “em nenhum momento, a decisão judicial fala de desvio de recursos por parte do deputado Gustinho Ribeiro”.

Veja o que diz a nota do deputado Gustinho Ribeiro

A Assessoria Jurídica do deputado federal Gustinho Ribeiro (SD) informa que a decisão da 2ª Vara Cível da Comarca de Lagarto não foi sobre desvio de recursos públicos praticado pelo parlamentar. Em sua decisão, o magistrado entendeu que o então deputado estadual teria obrigação de fiscalizar a aplicação dos recursos da Assembleia Legislativa.

Em nenhum momento, a decisão judicial fala de desvio de recursos por parte do deputado Gustinho Ribeiro. Pelo contrário, a decisão reconhece expressamente que não houve qualquer apropriação de recursos por parte do deputado. Ela afirma que o deputado não fiscalizou a aplicação das verbas.

Ou seja, a decisão do juiz tenta atribuir uma responsabilidade fiscalizatória ao parlamentar que contraria a lei das subvenções, que atribui ao presidente da Alese o dever de encaminhar ao Tribunal de Contas do Estado de Sergipe (TCE/SE) a forma como o recurso é aplicado para a elaboração de relatório.

A Assessoria Jurídica do deputado Gustinho Ribeiro afirma que recorrerá da decisão, por reconhecer que vários equívocos foram perpetrados, acreditando fortemente na reforma da sentença.

Assessoria Jurídica
Deputado federal Gustinho Ribeiro

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