Hospital Universitário promove encontro de pacientes com fibromialgia

Hospital Universitário promove encontro de pacientes com fibromialgia
maio 17 11:12 2019 Imprimir Conteúdo

“Eu cuidava sempre do outro e esquecia de cuidar de mim”. O depoimento é da enfermeira Charlene Almeida, que há quase dois anos está afastada do trabalho devido a um diagnóstico de fibromialgia.

“Comecei sentindo muitas dores, dores de cabeça insuportáveis, mas achava que era pelo estresse da minha rotina. Em 2016 fui diagnosticada com a fibromialgia. Hoje, além dos verdadeiros amigos e da família, é a equipe multidisciplinar do HU que tem me dado suporte. O grupo de apoio é muito importante, quando a gente divide a dor com o outro ela fica menos pesada”, contou a enfermeira.

Charlene é uma das cerca de 150 pessoas atendidas pelo Serviço de Reumatologia do Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe (HU-UFS), filial da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). Nesta sexta-feira, 17, o serviço promoveu um evento para lembrar o Dia da Conscientização sobre a Fibromialgia, que ocorre em 12 de maio.

O gerente de Atenção à Saúde do HU-UFS, Marcos Albuquerque, representou a Governança do hospital na abertura do evento. “É uma imensa satisfação ver que o hospital está cumprindo o seu papel, construindo um ambiente saudável, coletivo, no qual os pacientes podem melhorar sua qualidade de vida, compartilhar suas dores, seus anseios. Para nós, o Serviço de Reumatologia do Hospital Universitário de Sergipe é um exemplo, uma referência. Estou muito satisfeito com a adesão dos pacientes a esse evento tão importante”, comentou.

Importância da família

Foram convidados 40 pacientes com fibromialgia, cada um trazendo um familiar ou pessoa do seu convívio próximo. A médica reumatologista do HU-UFS, Mônica Valéria Vechi, falou sobre o tema Conhecendo a Fibromialgia e ressaltou a relevância do evento.

“No ano passado, fizemos esse encontro mais voltado para o próprio paciente, mas neste ano a ideia foi aproximar o familiar, fazer com que ele compreenda o que é a doença de fato, orientá-lo sobre a convivência com a pessoa com fibromialgia, porque a gente percebe que os pacientes muitas vezes não têm apoio em casa. A família precisa acreditar nessas dores, é entendendo o que realmente acontece que é possível dar um melhor apoio maior a esse paciente”, disse a médica.

Desde outubro de 2018, o HU-UFS trabalha com dois grupos de pacientes com fibromialgia, cada um com 20 participantes. Esses grupos têm reuniões mensais com profissionais como psicólogo, médico reumatologista, enfermeiro, profissional de Educação Física, terapeuta ocupacional e fonoaudiólogo. Durante os encontros, eles abordam aspectos da doença de acordo com as suas áreas de atuação.

Doença

Para o chefe do Serviço de Reumatologia do HU-UFS, José Caetano Macieira, a fibromialgia é uma doença crônica caracterizada por dores no corpo, sendo que regiões como a musculatura da coluna cervical e dos braços são as mais afetadas.

“Não existe uma causa, existem pessoas com predisposição mediante um fator ainda desconhecido. O tratamento é realizado a base da conversação com o paciente para entender que ele realmente tem uma doença, apesar de ela não aparecer com lesões importantes, como inflamação e deformidades. A dor é suficiente para tirar a qualidade de vida da pessoa”, enfatizou o médico.

“Quando o diagnóstico é confirmado, é preciso tratar com movimentos, principalmente o exercício aeróbico, e conscientizar o paciente. Depois vêm os medicamentos para dor muscular e os antidepressivos, mas não para tratar depressão, e sim como relaxantes”, resumiu José Caetano.

Prevalência

O médico informou que a doença atinge mais mulheres do que homens, em uma proporção que chega a cinco mulheres para cada homem com fibromialgia. “Temos casos no HU até de crianças de 12 anos e de idosos, mas o grande número ainda é de mulheres em fase adulta”, complementou.

A programação do evento foi iniciada com apresentação de voz e violão do assistente administrativo do HU-UFS Fábio Nunes. Em seguida, a enfermeira Thaís Menezes fez a apresentação dos profissionais da Reumatologia e das atividades desenvolvidas nos grupos.

A importância do apoio familiar para o tratamento da fibromialgia também foi lembrada pelo psicólogo Anilton Pereira. Finalizando o evento, pacientes dos dois grupos deram seus depoimentos sobre a doença.

A mesa de abertura do encontro teve a presença do gerente de Atenção à Saúde do HU-UFS, Marcos Albuquerque; da chefe da Divisão de Gestão do Cuidado, Ana Paula Lemos; da presidente da Sociedade Sergipana de Reumatologia, Lina Carvalho; do chefe do Serviço de Reumatologia, José Caetano Macieira; e da coordenadora do Programa Educativo em Fibromialgia, Mônica Valéria Vechi.

Sobre a Rede Hospitalar Ebserh

O Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe (HU-UFS) faz parte da Rede Hospitalar Ebserh desde outubro de 2013. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) foi criada em 2011 e, atualmente, administra 40 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência.

Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), e, principalmente, apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas.

Devido a essa natureza educacional, os hospitais universitários são campos de formação de profissionais de saúde. Com isso, a Rede Hospitalar Ebserh atua de forma complementar ao SUS, não sendo responsável pela totalidade dos atendimentos de saúde do país.

Por Andreza Azevedo

Foto assessoria

 

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