Henri Clay cobra políticas de proteção às pequenas empresas

junho 30 15:40 2020 Imprimir Conteúdo

Ex-presidente da OAB/SE também criticou debate em torno de nova data para as eleições

O ex-presidente da OAB/SE, Henri Clay Andrade, vem cobrando do governo federal uma política de defesa das micro e pequenas empresas brasileiras. Em entrevista concedida ontem ao radialista Bob Júnior, na rádio Comunidade FM, de São Cristóvão, Henri Clay destacou a crise econômica gerada pela pandemia da covid-19 e suas consequências trágicas para os pequenos empreendedores. Ele ainda criticou o debate e mobilizações para definição de uma nova data para o processo eleitoral deste ano.

“Vivemos uma grave crise sanitária, de saúde pública. Já chegamos a quase 60 mil vidas perdidas e essa crise tem levado a uma forte crise econômica, com empresas falindo. E isso representa milhões de desempregos, mais de um milhão de trabalhadores já perderam os seus empregos, e não há uma política do governo federal para proteger as micro, pequenas e médias empresas. É preciso subsidiar as empresas que mais empregam”, apontou o advogado.

Ele criticou ainda o farto subsídio garantido pelo governo aos bancos (da ordem de R$ 1,2 trilhão). “Em 24 horas o governo concedeu R$ 1 trilhão e duzentos bilhões para os bancos, que não produzem nem um alface. E para as empresas que produzem e empregam, que fortalecem a economia nacional, que são as micro, médias e pequenas, nada. Esse segmento está aflito, falido e precisa de ajuda”, reforçou.

Para Henri Clay, o presidente deveria focar neste momento em estabelecer uma política de salvar vidas e empresas, ao invés de estar criando crises institucionais e políticas. “Ele cria crises institucionais e políticas completamente fora de hora, isso é completamente incompatível com o momento em que estamos vivendo”, reforçou.

Abertura

Dentro da preocupação com o segmento dos pequenos empresários, o advogado lembrou, durante a entrevista, que a abertura do comércio precisa ser bem avaliada, tendo em vista que em diversas cidades, isso levou a novo fechamento.

“O fato é: onde abriu, fechou. Cuiabá era a capital com menos contágio, porque fechou cedo. Hoje é uma das capitais com maior taxa de contágio, com hospitais lotados. Há pressão de discursos irresponsáveis, mas liderança é para liderar, não é para seguir qualquer pressão. E hoje está faltando ao Brasil um líder, um estadista, que conduza seu povo neste momento difícil”, concluiu HC

Eleições 2020

Questionado sobre a aprovação pelo Senado de uma nova data para as eleições municipais, Henri Clay considerou essa decisão temerária. “É temerário definir isso agora, porque estamos numa curva de ascendência de contágio e de mortos, não há perspectivas de melhoras. Não há um cientista no mundo que diga que o Brasil está tomando medidas suficientes para a saída desta crise, a perspectiva é de piora”, avaliou.

Henri Clay, que disputou as últimas eleições e foi o segundo candidato ao Senado mais votado em Aracaju, com mais de 50 mil votos, ainda destacou o crescimento dos casos da covid-19 em Sergipe: eram 14 mortes há dois meses e ontem o número já era de 654, além dos mais de 24 mil casos confirmados.

“Então é uma situação ainda muito indefinida, principalmente para aqueles que querem manter a eleição para 4 de outubro, o que considero completamente inviável. E mesmo pra 15 de novembro, não temos segurança de que nesta data vamos estar em condições de eleição, muito menos de campanha”, concluiu.

Por Max Augusto
Foto HC comunidade FM

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