De janeiro a março, MNSL atendeu 68 vitimas de violência sexual. 48 menor de idade

De janeiro a março, MNSL atendeu 68 vitimas de violência sexual. 48 menor de idade
abril 18 08:26 2020 Imprimir Conteúdo

De janeiro a março, MNSL atendeu 68 vitimas de violência sexual. 48 menor de idade
DE JANEIRO A MARÇO, MNSL ATENDEU 68 VITIMAS DE VIOLÊNCIA SEXUAL. 48 MENOR DE IDADE
De janeiro a março de 2020, a Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL) atendeu 68 novas vítimas de violência sexual , destes, 48 a menor e 20 a maior de idade. A unidade realiza um acompanhamento contínuo a essas pessoas, através de consultas de retorno, serviços psicológicos, consultas médicas e somando esses atendimentos, a maternidade recebeu 244 vítimas nesse período. O relatório gerencial da MNSL aponta que a maior incidência dos casos de abuso sexual ocorreu entre jovens menores de 18 anos, em sua maioria do sexo feminino.

A MNSL é reconhecida por ser porta aberta, referência para as vítimas de violência sexual, tanto na capital quanto no resto do Estado, conta com uma equipe multiprofissional e qualificada, composta por médicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais e demais membros de apoio assistencial, que trabalham porta aberta, durante 24h, de domingo a domingo. A Unidade fica localizada na Avenida Tancredo Neves, 5.700. O telefone de contato para o Serviço de Atendimento às Vítimas de Violência Sexual da MNSL é (79) 3225-8679. Para denuncia é orientado o Disque 100 e se for menor de idade sempre acionar o conselho tutelar daquela região.

“A Maternidade está preparada para atender os casos de violência sexual que acontecem em todo o estado. Para essas pessoas o primeiro caminho é buscar por assistência, o que vão encontrar na maternidade. Aqui não fazemos o exame pericial e sim o acolhimento da vítima independentemente da idade”, afirmou Superintendente da Maternidade Nossa Senhora de Lourdes, Lourivânia Prado.

Sinais de violência

Ela observou que as maiores incidências dos casos são entre crianças e menores de 18 anos. “Quando são crianças nós precisamos acionar os órgãos protetores, no caso Conselho Tutelar para fazer o acompanhamento dessas vítimas. O que chama atenção dentro desse cenário que estamos vivenciando é que as famílias precisam cuidar melhor dessas crianças e ficarem atentas aos sinais de alerta, como por exemplo, a criança ficar mais introvertida”, atentou a superintendente.

“No geral as crianças se afastam ou ficam com medo do agressor, infelizmente ainda hoje na maior parte dos casos o agressor está no âmbito familiar e são aqueles em quem as crianças confiam. Então, os pais, principalmente as mães que são as maiores cuidadoras e devem ficar alerta para qualquer sinal de mudança de comportamento diferente do habitual que essa criança tenha tido”, alertou a Lourivânia Prado.

Atentos

Ela disse que algumas crianças vão falar que sofreram violência e outras não. “Às vezes os sinais serão percebidos tardiamente e, por isso, a vítima é encaminhada com atraso para o serviço que faz a prevenção a doenças até 72h. Nós também recomendamos fazer a assistência pericial, por ser essa a parte que vai identificar a agressão na parte física”, explicou Lourivânia.

Ela ressaltou, ainda, que os dois serviços se completam. “Por exemplo, se for um estupro que tenha acontecido de imediato que esteja ainda dentro das 72h é importante que essa pessoa faça o cuidado assistencial. Nesse prazo conseguimos realizar todas as medidas preventivas para evitar as infecções sexualmente transmissíveis, aqui na MNSL, damos a pílula do dia seguinte, o coquetel retroviral do HIV e das hepatites”, ressaltou.

Informações e foto: ASCOM SES

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