Costureiras de Simão Dias produzem máscaras de tecido durante pandemia

Costureiras de Simão Dias produzem máscaras de tecido durante pandemia
abril 13 12:38 2020 Imprimir Conteúdo

Associação no povoado Rua do Fogo é apoiada pela Seagri, através do Projeto Dom Távora

A crescente procura por máscaras de proteção respiratória durante a pandemia do coronavírus levou ao esgotamento do produto no mercado, principalmente no interior do estado. Para contribuir com o fornecimento do produto e atender a demanda local, costureiras atendidas pelo Projeto Dom Távora no povoado Rua do Fogo, em Simão Dias, tomaram a iniciativa de produzir máscaras de tecido, que estão comercializando no próprio município.

O grupo de costureiras da Associação de Desenvolvimento Comunitário dos Moradores do Povoado Rua do Fogo é um dos 154 Planos de Investimento Produtivos apoiados pelo Projeto Dom Távora, realizado pelo Governo do Estado de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura de Sergipe (Seagri), com apoio financeiro do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA). O investimento na Rua do Fogo ampliou em 80% sua capacidade produtiva, com a aquisição de máquinas, matéria prima e equipamentos, apoiando o grupo de mulheres na atividade de corte e costura.

Elisangela Nascimento de Almeida é uma das costureiras da Associação de Desenvolvimento Comunitário dos Moradores do Povoado Rua do Fogo. Ela conta que trocou a confecção de jogos artesanais de cozinha e banheiro pelas máscaras. Diante da demanda atual, ela produz de trinta a cinquenta máscaras por dia. “Nosso grupo tem 11 costureiras. A ideia de fazer as máscaras foi porque o produto está em falta e está sendo procurado por muita gente. Então, peguei um modelo através da internet e comecei a produzir com tecido de algodão. Estamos vendendo a R$ 5 (cada), para as pessoas que nos procuram aqui no município”, conta Elisangela. A costureira disse que está divulgando e vendendo seus produtos pelas redes sociais.

O Secretário de Estado da Agricultura, André Bomfim, disse que entre as associações que trabalham com corte e costura, há cerca de 17 projetos apoiados, nos 15 municípios da área de atuação do Dom Távora, dos quais pelo menos metade tem condição de produzir as máscaras. “São grupos de artesãs e costureiras que produzem roupas, lençóis, toalhas, jogos de cozinha e outros produtos facilmente comercializados para uso doméstico. Elas dispõem de experiência e capacidade para produzir de modo artesanal as máscaras de proteção, que tanto a sociedade está necessitando”, concluiu André Bomfim.

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