Zezinho Sobral defende permanência da Fafen com uma proposta conjunta na Assembleia da Bahia

Zezinho Sobral defende permanência da Fafen com uma proposta conjunta na Assembleia da Bahia
junho 18 05:03 2019 Imprimir Conteúdo

O deputado estadual Zezinho Sobral (Pode) esteve na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) nesta segunda-feira, 17, para participar de uma sessão especial com o tema ‘A problemática e os prejuízos causados pela parada da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen).’ O convite foi feito pelo parlamentar baiano Eduardo Salles (PP), autor da propositura.

As unidades baiana e sergipana da Fafen estão hibernadas desde o início do ano e a Petrobrás anunciou estudos para arrendamento. Para unidade sergipana, três empresas já sinalizaram interesse para dar prosseguimento aos trabalhos. A Fafen produz amônia, ureia, empregados no sulfato de amônio e nitrato de amônio, que são os fertilizantes nitrogenados, além de gás carbônico, ácido nítrico, hidrogênio e agente redutor líquido automotivo.

O deputado Zezinho Sobral considera fundamental a união das Casas Legislativas dos dois estados para somar forças em defesa da Fafen. “Parabenizo os deputados da casa, em especial o propositor da sessão, o deputado Eduardo Salles, por reconhecer a importância e a necessidade do tema. Afinal, nosso país é agrícola e mantém a sua balança comercial positiva graças à agricultura, à agropecuária e à agricultura familiar. O Brasil é o país do agronegócio”, destacou.

De acordo com o líder da bancada governista na Assembleia Legislativa de Sergipe, “a Fafen é importante para nosso estado, para Laranjeiras e todos os municípios que integram os Vales do Cotinguiba e do Japaratuba. Esta fábrica em funcionamento contribui significativamente para que o Brasil produza e exporte fertilizantes, fortaleça a cadeia produtiva, arrecade mais ICMS para Sergipe e gere mais empregos. A Fafen pode gerar mais de 5 mil empregos diretos e indiretos e é estratégica para Brasil continuar produzindo fertilizantes nitrogenados. Com o fechamento, o Brasil pode ter 100% de importação de produtos, o que é um grande problema e não podemos ficar na dependência”.

O parlamentar sergipano também levou à discussão a mais recente descoberta da Petrobrás, que encontrou gás-natural em águas profundas da bacia de Sergipe, que já é considerada a maior descoberta desde o Pré-sal. “Manter as Fafens fechadas ou hibernadas é um absurdo, não é possível. Precisamos mantê-las funcionando. A Fafen da Bahia é essencial para o Pólo Petroquímico, da mesma forma que a Fafen de Sergipe soma-se à Usina Termoelétrica Porto de Sergipe I, projeto das Centrais Elétricas de Sergipe (CELSE), em fase final de construção no município de Barra dos Coqueiros. O futuro de Sergipe é alvissareiro e promissor em termos de investimento na área de petróleo, gás e, também, de fertilizantes. A Petrobras não pode, unilateralmente, encerrar uma atividade de vital importância para a agricultura e para o Brasil como um todo. Há um potencial de desenvolvimento com a descoberta de gás-natural em Sergipe”, pontuou.

Para o deputado baiano Eduardo Salles, a sintonia entre Sergipe e Bahia é importante para que essa problemática que compromete o desenvolvimento dos dois estados vizinhos seja superada.

“Os impactos econômicos e sociais são enormes e já coloca em risco muitas empresas tanto em Sergipe quanto na Bahia. Estamos à disposição para discutir a sobrevivência da indústria petroquímica e da produção. Os danos causados à agropecuária com a paralisação das atividades da Fafen são enormes e obrigarão os produtores a importar insumos e pagar mais caro, acarretando o aumento dos custos e consequente repasse ao consumidor”, destacou Eduardo Salles.

Na opinião do parlamentar baiano, o fechamento da Fafen também pode comprometer a área de saúde. “Quem depende do tratamento de hemodiálise também será afetado. A Carbonor, uma das empresas prejudicadas com o fechamento da Fafen, adquire o dióxido de carbono (CO2), utilizado para fabricação de bicarbonato de sódio, essencial para tratamento de doenças renais crônicas e cerca de 130 mil pessoas podem ser afetadas. Ou seja, toda cadeia produtiva será prejudicada. Nosso povo perderá empregos e serviços”, ressaltou.

Também participou da sessão especial o secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico de Sergipe, José Augusto Carvalho, que destacou que o fechamento da Fafen comprometerá a produção de ureia pecuária. “A ureia pecuária tem características distintas: precisa de seca e de rebanho. Só tem no Brasil. Não faz sentido produzir ureia mundo afora. O fechamento da Fafen causou esse transtorno ao Brasil. Não tem cabimento fechar as duas únicas fábricas do Brasil que produziam 20% dos fertilizantes”, disse.

O secretário também fez um resumo da descoberta de novos campos em águas profundas, em blocos explorados pela Petrobras e EXXON, com a capacidade de produção de petróleo e gás confirmados, estando em fase de planejamento para os investimentos necessários para início de produção comercial em 2023. O tema coloca Sergipe em grande destaque na produção nacional.

“A Fafen é uma indústria integrante de um grande polo industrial. No mercado do gás, a Petrobras é a única a produzir até esse momento. É grave fechar refinarias e indústrias”, pontuou.

A estimativa de produção dos campos da Petrobras é de 15 milhões de m³/dia. Em 5 anos, Sergipe terá uma enorme disponibilidade de gás para ser utilizado.

Sergipe está localizado no nordeste do país e tem uma população em torno de 2 milhões de habitantes. É produtor de fontes energéticas, como petróleo, etanol, biomassa, energia hidroelétrica, eólica e solar, além do gás – o combustível mais valorizado do mercado. Com a oferta de gás de grandes proporções, o estado quer convidar empresas consumidoras de energia a se instalarem em Sergipe para que aproveitem a nova oferta do combustível, sem custos de transporte da rede nacional.

“A integração dos campos com as indústrias da Bahia é fundamental. Pode entrar na pauta dos dois governos. Podemos baixar, sem muito esforço, o custo do gás para o consumo final em 31%, desde que haja um elo Bahia e Sergipe através de gasodutos próprios. Agenda de médio prazo que sugiro ser tratado entre os dois estados”, ressaltou o secretário.

Fonte e foto assessoria

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