“Vida e Economia não podem ser separadas”, diz deputado sobre Lockdown

“Vida e Economia não podem ser separadas”, diz deputado sobre Lockdown
março 16 05:42 2021 Imprimir Conteúdo

Durante entrevista para o radialista Alan Verone, na tarde desta segunda-feira (15), o Deputado Estadual, Rodrigo Valadares, declarou ser contra ao lockdown.

Segundo o parlamentar, “O lockdown é uma medida extremamente severa que tem uma consequência muito pior do que o funcionamento com restrições, pois não tem como salvar uma vida se você não dá a circunstância para o trabalhador botar o pão dentro de casa. Vida e economia não podem ser separadas”.

Reafirmando o seu discurso, o deputado lembrou do comerciante da Bahia que veio a se suicidar por faltar alternativas em seu sustento “É desesperador e muito triste. Temos que buscar um equilíbrio, que a gente mantenha o mínimo necessário para as pessoas poderem ter suas atividades econômicas”, disse.

Rodrigo apontou ainda que o problema maior está centralizado nas aglomerações. “O que estourou o número de casos verdadeiramente foram as campanhas políticas primeiro, depois as festas de fim de ano, carnaval, tudo isso aglomerou muita gente. A gente viu as praias lotadas, tudo lotado e agora estamos sofrendo as consequências”.

Para ele, a alternativa está em evitar os excessos e seguir as orientações de segurança, como diminuir o fluxo de pessoas, utilizar máscaras e álcool em gel, além de aderir à aferição de temperatura. “É preocupante a situação, mas temos que entender que a gente não pode estrangular 100% da economia, a gente viu lugares que fizeram isso e tiveram consequências muito piores”, reiterou.

Finalizando, o deputado reafirmou que a sua prioridade é a vida e que seria hipocrisia proibir a abertura comercial. “Não tenho moral para mandar ninguém fechar o seu comércio, porque todos nós fizemos campanha política e todos nós fomos para as ruas, acho uma hipocrisia muito grande do mundo político de agora dizer para todo mundo fechar o seu negócio. A situação é muito séria, estamos vendo pessoas a cada dia morrerem com essa doença terrível, é hora de ter muita paciência e muita cautela”, orientou.

Por Luísa Passos

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