Veterinária explica importância das clínicas exclusivas para gatos

junho 20 14:30 2022

 

A presença de um profissional especialista e de elementos especiais no ambiente tornam a adaptação do felino mais tranquila

Levar os pets aos veterinários nem sempre é uma tarefa fácil. E quando se trata de felinos, a situação é ainda mais delicada. A medicina veterinária avançou e, com isso, surgiram não só profissionais especializados, mas também clínicas exclusivas para atendimento aos gatos, características consideradas essenciais para quem busca o melhor para os seus bichinhos de estimação.

Especialista em felinos, a veterinária Candice Garcia, proprietária da Clínica Toca dos Gatos, primeira e única em Sergipe especializada neste tipo de atendimento, conta que esses estabelecimentos fazem com que os felinos percam a aversão de ir ao veterinário. “O gato é uma espécie estressada, que não gosta de sair de casa, de mudança de ambiente ou de pessoas estranhas. No local especializado, que é calmo e tranquilo, não tem cheiro ou latido de cachorro, e ainda possui um veterinário especialista, o gato consegue perder um pouco dessa aversão de ir à consulta veterinária”.

Candice detalha que nos estabelecimentos exclusivos, a presença de um profissional especialista e de elementos especiais no ambiente tornam a adaptação do felino mais tranquila. “O veterinário especializado em Medicina Felina conhece todas as técnicas para que o atendimento seja efetivo. Ele sabe como abordar ou conter um gato e como fazer uma coleta de sangue tranquila, por exemplo, assim como utilizar e prescrever a dosagem correta dos medicamentos. Além disso, no local especializado, o consultório é adaptado para receber os felinos, possuindo arranhadores, feromônios nas tomadas e nichos espalhados pelo consultório para que o gato se sinta confortável e não entenda a consulta como um trauma”.

Cuidados com a saúde do felino

A veterinária acrescenta que além de optar por ambientes exclusivos para os gatos, os tutores devem estar atentos à realização de check-up regular nos bichinhos. “O gato é uma espécie que não demonstra que está doente. Na natureza, ele não podia demonstrar que estava doente, porque seria uma presa fácil. O gato é um predador e o felino doméstico ainda tem muitos resquícios desses ancestrais. Muitas vezes, ele está doente e quando vai demonstrar sintomas, infelizmente, já é tarde demais”, alerta veterinária Candice Garcia.

A orientação da especialista é para a realização de exames básicos, como os exames de sangue para verificar a glicose e de hormônio para verificar a tireóide, assim como, a ultrassonografia e, caso necessite, o raio-X. O ideal, a depender da idade do felino também é realizar alguns exames específicos e que servem para a identificação de doenças próprias dos felinos, como a Imunodeficiência Viral Felina (FIV) e a Leucemia Viral Felina (Felv).

As vacinas também são essenciais para a saúde do felino. “As vacinas devem ser tomadas todo o ano. É muito importante estar com as vacinas e o vermífugo atualizados. As pessoas pensam que gato de apartamento não se contamina, mas muitas vezes, o próprio tutor é quem leva alguma coisa no sapato ou na roupa. O tutor vê um gato na rua, na casa do vizinho ou na casa do amigo e daí passa a mão ou pega no colo. Ao chegar em casa, ele pode transmitir alguma coisa para seu próprio gato. Daí a importância das vacinas e do vermífugo”, aconselha a veterinária.

Fonte e foto NV Comunicação

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