Vereador Lucas Aribé faz homenagem ao Dia Nacional do Surdo

Vereador Lucas Aribé faz homenagem ao Dia Nacional do Surdo
setembro 27 08:01 2018 Imprimir Conteúdo

No dia 26 de setembro é comemorado o Dia Nacional do Surdo e o vereador Lucas Aribé (PSB) utilizou a tribuna da Câmara de Vereadores de Aracaju na manhã desta quarta-feira, 26, para fazer uma homenagem a pessoa surda e relatar a luta diária desses cidadãos que precisam que seus direitos sejam cumpridos.

“No tempo da Monarquia foi fundado o Instituto Nacional de Educação dos Surdos que existe até hoje e essa foi a primeira escola do Brasil a ensinar a Língua Brasileira de Sinais. A comunicação por meio de todas as línguas de sinais foi proibida e as pessoas surdas tinham que aprender através da linguagem labial. O movimento cresceu, principalmente, no ano de 1993 quando começou a tramitar um Projeto que originou a Lei da Libras e somente em 2002 ela foi sancionada e passou a ser a segunda língua oficial do Brasil”, destaca.

Segundo o parlamentar, é importante ressaltar algumas lutas da pessoa surda por escolas bilíngues, pela presença de intérpretes da Libras nas escolas e espaços e equipamentos públicos e em empresas privadas, pela difusão da Libras nas séries iniciais das escolas. “Temos legislações que asseguram isso, mas o problema é que não são cumpridas, nem fiscalizadas e nem cobradas. O nosso mandato apresentou algumas proposituras que foram aprovadas e outra lei que autorizava o Executivo a realizar o concurso e efetivar o cargo de intérprete da Libras foi aprovada na Câmara, mas o prefeito vetou”, comenta.

Aribé afirma ainda que em seu mandato criou um Projeto de Lei que criava a escola bilíngue, mas foi rejeitado ainda na Comissão de Justiça da Casa Legislativa. “Além de outras indicações e requerimentos que fizemos durante todos esses anos é preciso lembrar que hoje temos a tradução em tempo real aqui na TV Câmara, uma luta do nosso mandato desde 2013, que entrou em vigor somente em 2015. O dia a dia da pessoa surda é de muito trabalho, luta e de muita exclusão também porque são pessoas encaradas como estrangeiros pela dificuldade de comunicação”, conclui.

Fonte e foto assessoria

  Editoria: