Usina Campo Lindo pode ter toda diretoria afastada por supostas irregularidades na gestão

dezembro 18 06:36 2020 Imprimir Conteúdo

 

Ao longo de 5 anos, frequentemente surgem notícias de fatos que envolvem irregularidades na gestão da empresa Agroindustrial Campo Lindo Ltda. envolvendo escândalos milionários, enquanto os trabalhadores ficam aguardando o recebimento pelo trabalho desempenhado no ano de 2015/2016.

A questão mais polêmica surgiu com a suposta venda da empresa ao grupo GPB Investiments terminando numa disputa judicial, sendo veiculado, inclusive em rede de televisão os diversos escândalos patrocinados por Silvio Miglio e sua equipe que esteva na administração da empresa por um período.

Em seguida, outro fato curioso surgiu com a administração de outro Silvio, agora não era o Miglio, mas o Pedra, pois é!

A gestão de Silvio Pedra (1/11/2016) não foi tão diferente da anterior, chamando atenção a existência de uma empresa denominada SP ADMINISTRAÇÃO gerindo a parte financeira da CAMPO LINDO, isso porque o “gestor de ambas empresas era o mesmo SILVIO PEDRA”, tendo ele procuração da empresa em recuperação judicial para manusear todas as contas da empresa.

Necessário esclarecer que a empresa SP Administração até o momento não foi informada oficialmente na recuperação judicial, não se sabendo qual foi o verdadeiro motivo de ela surgir no curso do processo de recuperação judicial, porém, sabe-se que ela geria os recursos financeiros da Campo Lindo, fato revelado pela empresa ECEL – ELÉTRON COMERCIALIZADORA DE ENERGIA LTDA em 10/05/2017.

Segundo a documentação verificada no processo de recuperação judicial, a empresa estava agindo com o intuito de burlar o judiciário e evitar o bloqueio de valores, dificultado o trabalho da Justiça e, ao mesmo tempo, não pagando o dinheiro dos trabalhadores.

Sabe-se que as promessas de pagamento das verbas trabalhistas é promessa desde o ano de 2015/2016 quando os primeiros processos surgiram na Justiça do Trabalho, na 16ª Vara da 20ª Região e, desde então, somente promessas de pagamento e nada de concreto.

Inconformados com a situação, os credores resolveram pedir a retirada dos administradores da empresa, entendendo que a atual gestão não tem competência para gerir a empresa e conseguir realizar os pagamentos.

Segundo relatam, tal medida é a única que resta antes de ser decretada a falência da empresa, pois todas as oportunidades de resolver o problema foram ofertadas à empresa ao longo de 5 (cinco) anos e nada foi efetivado.

No momento, todos aguardam o pronunciamento da Juíza da 1ª Vara Cível e Criminal da Comarca de Nossa Senhora das Dores (SE), Dra. Anna Paula de Freitas Maciel, que com a decisão poderá dar novos rumos ao futuro da empresa em recuperação judicial.

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