Sinpol/SE promove pit stop com café da manhã e adesivagem de veículos

julho 02 13:40 2019 Imprimir Conteúdo

Na próxima sexta-feira, 05, a partir das 7h, o Sindicato dos Policiais Civis do Estado de Sergipe (Sinpol/SE) realiza na capital sergipana um pit stop com café da manhã e adesivagem de veículos em frente à Secretaria da Segurança Pública, na praça Tobias Barreto, voltado para policiais civis, seus familiares e apoiadores do trabalho desenvolvido pela Polícia Civil no estado.

A ação tem como objetivo dar continuidade às mobilizações da categoria policial civil, que busca chamar a atenção do governador Belivaldo Chagas para as principais reivindicações de agentes, escrivães e agentes auxiliares, que tratam de reposição inflacionária, reajuste salarial e aprovação do projeto Oficial de Polícia Civil (OPC).

“Há uma confirmação de que a categoria policial civil seja recebida pelo governador Belivaldo Chagas entre os dias 8 e 12 de julho, entretanto nossa luta não pode parar. Continuaremos mobilizados e esse ato incluirá nossos familiares, amigos e pessoas que apoiam nossas reivindicações. A ideia é que as pessoas possam colocar adesivos perfurados no vidro traseiro de seus veículos apoiando os policiais civis e participem, na medida do possível, do café da manhã de mobilização. São adesivos que são permitidos por lei e que não atrapalham na visibilidade do condutor dos veículos”, destacou Adriano Bandeira, presidente do Sinpol/SE.

No mês de junho, os policiais civis promoveram três atos de alerta para chamar a atenção do governador Belivaldo Chagas. O primeiro foi um café da manhã com a categoria em frente à Superintendência da Polícia Civil (Supci), o segundo em frente à Central de Flagrantes e o último do mês em frente ao Palácio dos Despachos, onde as lideranças do Sinpol/SE foram convidadas a entrar no local mas não foram recebidas pelo governador até a presente data.

Adesivagem de veículos

A adesivagem de veículos será realizada de forma rápida, em formato pit stop, onde os policiais civis e apoiadores seguidamente permanecerão no local no café da manhã de mobilização até às 10h. “Esse é o primeiro ato contendo adesivagem. Outras ações deste tipo estão previstas para o mês de julho em pontos estratégicos da capital e em outros municípios sergipanos”, esclareceu Adriano Bandeira.

Diálogo com a sociedade

Segundo dados do Atlas da Violência 2019 do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), Sergipe é um dos estados mais violentos do Brasil. Com taxa de 57,4 homicídios por grupo de 100 mil habitantes, o menor estado do país ocupa a 4ª posição no ranking da violência. “Os números assustam para um estado tão pequeno, com as Polícias integradas e com policiais tão dedicados ao trabalho que realizam. Entretanto, o Governo de Sergipe claramente não tem demonstrado esforços em criar políticas públicas efetivas no âmbito da Segurança Pública que combatam a expansão da criminalidade e do crime organizado. As pessoas não aguentam mais crimes como roubos, furtos, invasão de domicílio, violência contra a mulher, homicídios e latrocínios. É preciso repensar o modelo de Segurança Pública que desejamos para o nosso estado e essa construção passa pelo envolvimento da sociedade e pela valorização dos profissionais que estão na linha de frente do combate à violência”, completou o presidente do Sinpol/SE.

O Sinpol/SE tem se aproximado da sociedade com o objetivo de esclarecer os prejuízos que os números da violência têm trazido para o desenvolvimento do estado, sobretudo no aspecto econômico. “Temos dialogado com empresários, lideranças comunitárias, outras entidades sindicais representativas de categorias diversas, estudiosos da área de Segurança Pública e temos notado preocupação coletiva com a sensação de insegurança em nosso estado. Não adianta ter policiais civis preparados tecnicamente e não saber valorizar esses profissionais. Nós somos parte da sociedade e estamos do mesmo lado, na luta por um Sergipe mais seguro para viver com nossas famílias”, finalizou Adriano Bandeira.

Da assessoria

  Editoria: