SES e voluntários fazem trabalho de prevenção às ISTs e busca ativa

SES e voluntários fazem trabalho de prevenção às ISTs e busca ativa
março 25 09:05 2018 Imprimir Conteúdo

 

A Secretaria de Estado da Saúde (SES), através do Programa IST/Aids e em parceria com um grupo de voluntários, está retomando este ano um trabalho de prevenção às Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), principalmente ao HIV, em prostíbulos da capital e também do interior do Estado, além de fazer busca ativa nestes ambientes para diagnosticar casos de doenças.

Segundo o gerente do Programa IST/Aids, Almir Santana, as profissionais do sexo fazem parte da população vulnerável e é preciso dar ainda mais atenção a estas pessoas. “A SES retomou a parceria, capacitou os voluntários e disponibilizamos transporte para a ida aos prostíbulos, materiais educativos e também preservativos para o grupo trabalhar a questão da prevenção às ISTs com essas mulheres, já que se trata de uma população muito vulnerável. Os voluntários também fazem busca ativa para encontrar possíveis casos de HIV ou outras infecções e se houver algum sinal, eles acionam o Estado e entramos em contato com a atenção básica do município para eles tomarem providências”, disse.

Ainda de acordo com ele, a parceria é extremamente importante, pois muitos agentes de saúde não visitam estes locais. “Esse trabalho é importante porque a Atenção Básica de muitos municípios não cumpre o seu papel e a maioria dos agentes de saúde não tem costume de visitar esses locais, ou seja, a população fica ainda mais vulnerável do que já é. Por isso, precisamos intensificar cada vez mais este tipo de trabalho e as parcerias”, declara.

E um dos voluntários, José Alberto de Santana, afirma que esta parcela da população tem dificuldade de acesso as informações e aos serviços de saúde. “A gente faz o mapeamento desses espaços e vamos até lá passar orientações sobre prevenção às doenças e percebemos que muitas delas não têm acesso aos serviços de saúde. Inclusive, procuramos saber se alguma delas está grávida e se já começou o pré-natal. A depender do que encontramos, passamos para o Estado que aciona o município. Existe uma carência, de fato, em relação aos cuidados com essa população, mas com a parceria com a SES, temos conseguido chegar aos prostíbulos e levar um pouco de informação”, conta.

SES

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