SES discute com municípios implementação da Caderneta de Saúde do Adolescente

SES  discute com municípios implementação da Caderneta de Saúde do Adolescente
setembro 13 08:44 2018 Imprimir Conteúdo

A área técnica de Saúde do Adolescente da Secretaria de Estado da Saúde (SES), em parceria com a Secretaria de Estado da Educação (SEED), reuniu nesta quarta-feira, 12, no auditório da Funesa, profissionais das áreas da saúde e da educação dos 75 municípios do estado de Sergipe, como coordenadores do Programa Saúde na Escola (PSE) e da Atenção Primária, para promover discussões e buscar estratégias para a implementação da Caderneta de Saúde do Adolescente a fim de que desenvolva todo o seu potencial.

A coordenadora da Atenção Básica da SES, Fernanda Aragão, informa que a proposta foi instrumentalizar a gestão municipal nas discussões em temas inerentes ao adolescente, além da implementação da Caderneta de Saúde do Adolescente que, enquanto instrumento para fortalecer as políticas nos municípios, precisa ser dado o valor de uso, pois tem informações importantes.

“Para o profissional de saúde, é um documento importante porque, nela, pode haver um histórico das condições de saúde daquele adolescente. Para o adolescente em si é importante instrumento de informação e orientação, podendo esclarecer suas dúvidas sobre vários temas. É importante, também, essa articulação com os profissionais da educação porque permite que, através da escola, a gente chegue ao educando, seja promovendo ações de discussão, ações educativas, até quando é preciso alcançar metas de imunização da população. Ou seja, se não há uma cobertura vacinal alcançada pela unidade de saúde a gente busca a unidade escolar e consegue chegar nesse adolescente. Ficamos felizes porque o auditório está cheio então de fato é um tema que a gente sabe que é importante discutir”, explica Fernanda.

Para a representante da Secretaria de Estado da Educação, Maria Aparecida Souza Couto, embora compacto, o documento é bastante vasto e trabalha questões como gestação, as mudanças físicas e emocionais, os cuidados com a higiene, com a alimentação, orientações sobre drogas, a não violência e “a aplicação desse documento, dessa referência, vai depender muito de cada lugar, do diagnóstico que escola e saúde vão fazer daquele público alvo que pretendem atingir. É necessário ressaltar que nesse processo surgirão tabus, estereótipos, culturas solidificadas que vão ser quebradas gradativamente, é um documento que traz em si uma mudança cultural”, diz Maria Aparecida.

Já a coordenadora da atenção básica e também do PSE no município de Santo Amaro das Brotas, Milene Silva Vaccari, complementa que “a troca de experiências é maravilhosa. A gente vai se vendo e entende o quanto é importante mostrarmos as fragilidades, pois aprendemos a construir juntos. É interessante quando a gente consegue fazer esse movimento, não só com a área da saúde, mas ver a presença de professores, de pessoas que têm uma visão diferenciada do desenvolvimento do ser humano, é um processo de construção, ainda mais quando se trata de adolescente. São vários olhares que se complementam”.

A Caderneta de Saúde do Adolescente é um instrumento informativo criado pelo Ministério da Saúde (MS) em 17 de dezembro de 2009 por meio da portaria ministerial nº 3147. Trata-se de um livreto com 50 páginas, masculino e feminino, para adolescentes a partir de 10 anos, que contém informações sobre crescimento e desenvolvimento, alimentação saudável, saúde sexual e reprodutiva, sexualidade, tabagismo, enfrentamento ao álcool e outras drogas, cartão de vacina, direitos do adolescente, saúde bucal e outras questões associadas ao universo do adolescente.

Estão sendo disponibilizados mais 24 mil exemplares aos municípios e os gestores poderão retirar no almoxarifado da SES de acordo com o quantitativo de cada município. “A Caderneta é referência em informações relevantes e orientações que contribuem para o autocuidado do adolescente, informados eles terão condições de se cuidar melhor”, conclui a referência técnica da SES para o PSE, Luciana Boaventura.

Fotos Flávia Pacheco Ascom SES

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