SES articula com municípios estratégias para a Campanha de Vacinação contra o Sarampo

SES articula com municípios estratégias para a Campanha de Vacinação contra o Sarampo
outubro 01 15:54 2019 Imprimir Conteúdo

A Gerência de Imunização da Secretaria de Estado da Saúde (SES) reuniu na manhã desta terça-feira, 1º, no auditório da Fundação Estadual de Saúde (Funesa), coordenadores dos 75 municípios sergipanos responsáveis pela vacinação. O tema do encontro foi a Campanha Nacional de Vacinação contra o Sarampo, doença viral altamente contagiosa que pode deixar sequelas e, em casos graves, ser fatal. O estado de Sergipe tem, atualmente, 48 casos notificados, três confirmados – dois em Estância e um em Areia Branca -, 30 casos descartados, 15 em investigação e nenhum óbito.

A Campanha, que é nacional, terá duas fases: a primeira acontecerá de 7 a 25 de outubro, com foco nas crianças de 6 meses a menores de 5 anos, com o dia ‘D’ no sábado, 19; a segunda etapa começará em 18 de novembro e se estenderá até o dia 30 do mesmo mês que será, também, o dia ‘D’. O público alvo, nesta fase, será a população de 20 a 29 anos.

Segundo a gerente de Imunização da SES, Sândala Teles, a vacina contra o sarampo não é nova, ela está disponível para a população na rotina do Serviço de Saúde, na faixa etária de 1 a 49 anos e a Campanha vem como um reforço. O estado de Sergipe, hoje, está com a cobertura vacinal para a doença abaixo do ideal. De acordo com os registros, a primeira dose em crianças está com 93% de cobertura e a segunda dose com 72%, apenas.

“Nós precisamos fazer a busca dessas crianças não vacinadas. A campanha é voltada para a criança e para o adulto jovem porque são as faixas etárias mais acometidas pela doença. Estamos aqui reunidos com os coordenadores dos 75 municípios, as pessoas responsáveis pela vacina em cada localidade, para fazer uma preparação para a essa Campanha. Além da vacina contra o sarampo nós também vamos atualizar todas as outras vacinas de rotina, por isso é importante levar a carteira de vacinação. Não podemos perder tempo. O país está em alerta, estamos vendo os casos aparecerem e isso está acontecendo porque as pessoas não estão vacinadas”, reforçou Sândala.

A coordenadora da Imunização de Estância, Manuella Prata Dantas Soares Silveira, comentou que desde a confirmação do primeiro caso em Estância, intensificaram a vacina tríplice viral, que é a que protege contra o sarampo, a caxumba e a rubéola, além da efetuar a busca ativa, junto à equipe de Saúde na Família, de todo o grupo de 1 ano a 49 anos.

“Fomos buscar aqueles que ainda não eram vacinados para, assim, tentarmos proteger toda a população de Estância. Fizemos o aumento da faixa etária, como o Ministério da Saúde preconizou, em crianças de 6 a 11 meses, como também vacinamos os profissionais da área da saúde em Hospitais e Unidades de Saúde. As doses de vacina enviadas para Estância estão acabando muito rápido, o que significa que a população está procurando se proteger”, disse Manuella.

Para o coordenador de Imunização de Nossa Senhora da Glória, Francisco Ednilson Souza, essa iniciativa do Governo, de reunir os municípios, é muito importante. “Infelizmente o sarampo está de volta e esse chamamento é um alerta. Como a única e efetiva forma de proteção é a vacina todos os municípios precisam estar antenados com esse momento e definir as suas estratégias de cobertura vacinais, conforme preconiza o Ministério da Saúde, e um momento como esse serve para que cada um desperte para as suas responsabilidades e compromisso de manter as coberturas para que não sejamos surpreendidos como outros estados do nosso país estão sendo”, explicou.

Já a coordenadora de Vigilância Epidemiológica de Pinhão, Maria Adenilde Rocha, ressaltou que a vacinação é a única certeza de que a população está protegida contra o sarampo. “Os adultos são mais difíceis de serem levados à Unidade de Saúde para ofertarmos a vacina. Há ainda os que comparecem, mas não aceitam serem vacinados. Nós trabalhamos sempre conscientizando as pessoas, as mães, o assunto vacina é abordado em todas as reuniões que fazemos com o Programa Saúde da Família e sempre que temos as mães e as crianças no Posto abordamos e olhamos o cartãozinho. A gente obriga que as crianças sempre sejam atendidas com o cartão de vacina e o do SUS para que possamos realizar os registros e computar as metas, porque sem isso não temos nada”, contou.

A Organização Pan Americana de Saúde (OPS) concedeu ao Brasil, em 2016, certificado de erradicação do sarampo, que não registrava casos novos desde 2000. Porém, em 2017, ocorreu um surto de sarampo na Venezuela que chegou ao Brasil em 2018, ocasionando a perda do certificado.

Foto: Flávia Pacheco

ASCOM SES

  Editoria: