Servidores do Hospital São João de Deus no município de Laranjeiras entram em greve

Servidores do Hospital São João de Deus no município de Laranjeiras entram em greve
dezembro 18 05:22 2019 Imprimir Conteúdo

O Sindicato dos Trabalhadores na Área da Saúde do Estado de Sergipe (Sintasa) reuniu-se nesta terça-feir,( 17), com os empregados do Hospital São João de Deus em Laranjeiras e durante assembleia deliberou-se greve por tempo indeterminado por conta da falta de pagamento do salário de novembro e também falta de previsão do pagamento do décimo terceiro salário.

De acordo com o gerente administrativo do Sintasa, Janderson Alves, não havia outra possibilidade de negociação a não cruzar os braços. “Foi mantido o percentual de 30% do pessoal para urgência e emergência uma vez que foi respeitado o que foi deliberado em assembleia anterior, ou seja, caso não houvesse o cumprimento do TAC, os trabalhadores entrariam em greve. Hoje, é dia 17, e chegamos no limite. O salário não foi pago e nem tem previsão, assim como do décimo terceiro. Só haverá retorno de atividades com o salário na conta”, disse Janderson.

O Sintasa conversou com a diretora interina do hospital e a resposta que obteve foi que não havia previsão de pagamento, mas assim que a fundação que administra o hospital receba o repasse da Secretaria Municipal de Saúde, a folha do pessoal seria paga imediatamente. Mas, neste caso, não entraria o pagamento do décimo terceiro. “É lamentável que os trabalhadores passem novamente por este drama. É um final de ano triste. Esperamos que os poderes públicos fiquem sensíveis ao drama destes funcionários”, completou o gerente do Sintasa.

TAC

Só para recordar. Foi acertado na Justiça, no início deste semestre, através do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) , que a gestão do hospital teria até o dia 5 do mês subseqüente trabalhado pelos funcionários para enviar à Secretaria Municipal de Saúde (SMS) os documentos e certidões necessárias, e esta teria até o dia 10 para fazer o repasse ao hospital, e, por tabela, teria até o dia 11 para fazer o pagamento aos trabalhadores.

Mesmo já com a possibilidade de cruzarem os braços na última quinta-feira, 12, os trabalhadores deram um voto de confiança à gestão do hospital e esperaram mais alguns dias, contudo, como este prazo se estendeu demais, eles não tiveram outra opção a não ser optar pela greve.

Com informações e foto do Sintasa

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