Senadora alerta para aumento no número de suicídios e defende a implantação

Senadora alerta para aumento no número de suicídios e defende a implantação
setembro 03 06:45 2020 Imprimir Conteúdo

Senadora alerta para aumento no número de suicídios e defende a implantação de uma política voltada à saúde mental

Pesquisas realizadas por todas as partes do mundo apontam aumento dos casos dos transtornos mentais e suicídios durante a pandemia causada pelo novo coronavírus. A Organização Mundial da Saúde (OMS) revelou que, todo ano, aproximadamente 800 mil pessoas cometem suicídio pelo mundo, sendo um a cada 40 segundos. No período da pandemia, conforme revela a OMS, esse número é ainda maior. A boa notícia é que pelo menos 90% dos casos são evitáveis, se houver uma atenção maior por parte do poder público e da própria sociedade civil organizada.

Os dados chamaram a atenção da senadora por Sergipe, Maria do Carmo Alves (DEM), que demonstrou preocupação com o crescente número dos transtornos mentais no Brasil, principalmente em tempos de isolamento social.  “É imperioso que tenhamos uma política voltada para a saúde mental dos brasileiros”, defendeu a senadora, autora do Projeto de Lei do Senado (PLS 157/17), que assegura a assistência psiquiátrica e psicológica aos médicos e residentes, além de alunos de graduação em Medicina. Para ela, a melhor alternativa para combater o suicídio continua sendo a prevenção.

“A população brasileira enfrenta um momento de insegurança, sentimento de vulnerabilidade e instabilidade econômica. Fatores que acabam fragilizando a saúde mental das pessoas, principalmente daqueles que passam por momentos mais graves, a exemplo dos que vivem em situação de risco social e até mesmo empresários que, infelizmente, acabaram falindo devido à crise. O investimento em políticas públicas capazes de intensificar a prevenção ao suicídio, sem dúvida, continua sendo a melhor saída para a redução do problema”, observou.

Para Maria, procurar por profissionais especializados em atendimentos voltados aos transtornos mentais e o diálogo aberto podem fazer a diferença no combate ao suicídio. “O momento requer que estejamos em equilíbrio. Agora, mais do que nunca, ir ao profissional que lida com este tipo de acompanhamento é fundamental, assim como o apoio, a solidariedade e a escuta empática de todos que estão à volta das pessoas emocionalmente fragilizadas. Temos que estar mais disponíveis para escutar, para nos colocar no lugar do outro, para oferecer uma ajuda. A empatia pode ser a ponte entre o recomeço e o fim. Que estejamos sempre dispostos a estender as mãos e oferecer o ombro aos que, muitas vezes em silêncio, pedem socorro”, complementou.

Atenção aos médicos, residentes e estudantes de Medicina

A senadora reforçou que estudos internacionais indicam que a média de médicos que se suicidam é cinco vezes superior à proporção de suicídios da população em geral. Maria destacou, ainda, um estudo da Universidade de São Paulo (USP), que envolveu 1.350 estudantes de Medicina de 22 escolas médicas do país, levantou-se que 41% dos estudantes apresentavam sintomas depressivos e que 81,7% deles sofriam de ansiedade. Outros sintomas frequentemente relatados foram distúrbios do sono, irritabilidade, cansaço e elevada autocobrança.

Conforme Maria, durante o período da pandemia causada pelo novo coronavírus, a preocupação voltada aos médicos deve ser levada ainda mais em consideração devido à pressão psicológica sofrida pelos profissionais que atuam na linha de frente das unidades de saúde. “Em tempos de pandemia, sabemos que a pressão tem sido infinitamente maior para toda a categoria médica”, complementou.

Setembro Amarelo

Esse movimento ganhou força no Brasil em 2005, quando o Centro de Valorização da Vida (CVV), em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), criou a campanha denominada “Setembro Amarelo”, que visa conscientizar a população, reforçar a relevância das políticas públicas de prevenção e chamar a atenção para o crescente número de suicídio no país.

Ao falar sobre a importância da implantação de uma política voltada à saúde mental da população brasileira, a senadora Maria do Carmo Alves (DEM) destacou a necessidade desse fortalecer o processo de conscientização visando prevenir a prática do suicídio que, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), é evitável em até 90% dos casos.

Setembro Amarelo: senadora Maria do Carmo demonstra preocupação com a saúde mental de médicos e estudantes de Medicina

A senadora por Sergipe, Maria do Carmo Alves (DEM), usou as suas redes sociais, nessa terça-feira, 1º, para explanar sua preocupação em relação ao número de suicídio no país. O alerta é fruto da chegada do mês de setembro, que é marcado pelo fortalecimento das discussões relacionadas à prevenção ao suicídio.

Médicos e estudantes de medicina são alvos fáceis –  Em 2017, a senadora apresentou o Projeto de Lei do Senado (PLS) através do qual propunha a assistência psiquiátrica e psicológica aos médicos e residentes, além de alunos de graduação em Medicina, grupo que chama a atenção quando o assunto são os transtornos mentais.

“Estudos internacionais indicam que a proporção de médicos que se suicidam é cinco vezes superior à proporção média de suicídios da população em geral. Em um estudo da Universidade de São Paulo, que envolveu 1.350 estudantes de Medicina, de 22 escolas médicas do país, levantou-se que 41% dos estudantes apresentavam sintomas depressivos e que 81,7% deles sofriam de ansiedade. Outros sintomas frequentemente relatados foram distúrbios do sono, irritabilidade, cansaço e elevada autocobrança”, lembrou a senadora, em recente postagem em suas redes sociais.

A senadora complementou, ainda, que durante o período da pandemia causada pelo novo coronavírus, essa preocupação deve ser levada ainda mais em consideração devido à pressão psicológica sofrida pelos profissionais que atuam na linha de frente. “Em tempos de pandemia, sabemos que a pressão tem sido infinitamente maior para toda a categoria médica”, complementou.

Setembro Amarelo

Esse movimento ganhou força no Brasil em 2005, quando o Centro de Valorização da Vida (CVV), em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), criou a campanha denominada “Setembro Amarelo”, que visa conscientizar a população, reforçar a relevância das políticas públicas de prevenção e chamar a atenção para o crescente número de suicídio no país.

Fonte e foto assessoria

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