Senador Rogério Carvalho defende criação de CPI e diz que MEC virou antro de corrupção

Senador Rogério Carvalho defende criação de CPI e diz que MEC virou antro de corrupção
abril 06 10:57 2022

O senador Rogério Carvalho (PT-SE) afirmou, em entrevista ao jornal Brasil Atual desta quarta-feira (6), que acredita na instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar as denúncias de improbidade administrativa e de corrupção no Ministério da Educação do governo Bolsonaro. No caso que ficou conhecido como Bolsolão do MEC, o ex-ministro Milton Ribeiro foi gravado descrevendo um suposto esquema de liberação de recursos de forma prioritária para prefeituras indicadas por pastores evangélicos amigos do presidente da República.

“Na verdade, o MEC virou um antro de antipolítica educacional, um antro fascista ao extremo, preconceituoso, ou seja, o lugar que deveria patrocinar a formação das pessoas, que deveria estimular as ações contra preconceitos de todos os tipos, que deveria ser o polo difusor de um processo civilizatório mais consistente, é o lugar mais anticivilizatório do governo Bolsonaro”, afirmou o senador Rogério.

O parlamentar sergipano também declarou que esse não é o único caso de indícios de corrupção no MEC e apontou o superfaturamento na compra de ônibus escolares e a formação e um cartel na compra de materiais escolares.

“Então, o MEC virou também um antro de corrupção e um antro de preconceito, de discriminação, de negação da ciência inclusive. Imagine! O Ministério da Educação negando a ciência, negando aquilo que há evidência científica. Virou um lugar ideologizado, tomado por um grupo de pessoas que não tem qualificação para exercer a atividade de gestores da educação no Brasil”, disse.

Entretanto, o senador Rogério reforçou a importância da imprensa e da pressão social para que a CPI seja de fato instalada e que se consiga o número mínimo de assinaturas para a abertura da Comissão.

“Na hora do vamos ver é o PT que está ali dando sustentação para combater a corrupção, é quem bota a cara, é quem vai”, explicitou.

CPI DA PANDEMIA

Na entrevista, o senador Rogério também recordou dos trabalhos da CPI da Covid e voltou a responsabilizar Bolsonaro por uma série de crimes contra a vida e contra a saúde pública na condução da pandemia no Brasil.

“ Ele (Bolsonaro) assumiu o risco de expor as pessoas a um vírus sabidamente letal, sabidamente contagioso e que estava devastando populações no mundo inteiro. Portanto, eu não vejo como esses processos não andarem com o tempo, porque as provas não foram indiretas, foram diretas, foram ditas pelo próprio presidente, reuniões filmadas, reuniões formais, foram atos formais de orientação da sociedade no caminho da morte”, explicou.

Por fim, recordou que alguns pesquisadores criaram o termo “efeito Bolsonaro” para explicar a opção deliberada do governo brasileiro em adotar as medidas científicas de expansão do vírus.

“Eles negaram a vacina, eles aglomeraram, eles promoveram aglomeração, eles estimularam o contágio com o objetivo de adquirir imunidade coletiva, ou imunidade de rebanho, imunidade de massa de toda a população a partir do contágio com o próprio vírus, sem as pessoas terem proteção inicial”, concluiu.

Fonte e foto assessoria

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