Reunião em Aracaju sela integração de profissionais da CBG e COB

Reunião em Aracaju sela integração de profissionais da CBG e COB
novembro 30 10:48 2020 Imprimir Conteúdo

 

Membros das comissões disciplinares das duas entidades traçam planos para dar suporte às atletas da Ginástica Rítmica

Da Redação, São Paulo (SP) – Enquanto as atletas da Ginástica Rítmica seguem treinando, com foco na disputa por vagas olímpicas, várias engrenagens da Confederação Brasileira de Ginástica e do Comitê Olímpico do Brasil se movem para proporcionar a melhor retaguarda possível às ginastas. Nesta semana, reuniram-se, no Centro Nacional de Treinamento de Ginástica Rítmica, em Aracaju, diversos membros das comissões multidisciplinares da CBG e do COB, com a finalidade de coordenar esforços.

“A partir do mapeamento das atletas, traçaremos os objetivos individuais para a preparação, que objetiva a classificação olímpica. Vamos estabelecer estratégias e criar um plano de apoio à preparação. Essa atuação está dividida em vários momentos: pré-temporada, acompanhamento e suporte contínuo, pré-competição, avaliações por demandas técnicas ou médicas e suporte e acompanhamento em competições. Entendemos que saúde e alto rendimento precisam caminhar juntos. Por conseguinte, cercamos de todos os cuidados nossas atletas para mantê-las nas melhores condições físicas, técnicas e emocionais”, diz Juliana Fajardo, Gestora Esportiva do COB com atuação junto à Ginástica.

É como se houvesse uma Seleção Brasileira a postos para cuidar de outra Seleção Brasileira. Foram reunidos craques de diversas áreas do conhecimento: psicologia, nutrição, preparação física, medicina esportiva, fisiologia, fisioterapia, biomecânica, ginecologia, ortopedia e massoterapia. Todos são especializados em esporte de alto rendimento.

“Nosso grande foco é gerar saúde. Quanto à minha área, devo dizer que a saúde ginecológica está ligada à saúde óssea e à prevenção de lesões. Nós focamos, por exemplo, a avaliação hormonal – a parte hormonal tem relação com o controle do peso. Temos também a possibilidade de planejar a menstruação das ginastas, de forma que ela não ocorra nos dias de competição, porque muitas atletas não gostam quando isso coincide. Podemos também controlar os efeitos da TPM (tensão pré-menstrual)”, explica Tathiana Parmigiano, ginecologista do COB com participação nas missões enviadas aos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara (2011) e aos Jogos Olímpicos de Londres-2012 e Rio-2016.

Há dez anos à frente da Seleção Brasileira de Conjunto, a treinadora Camila Ferezin é testemunha da evolução da qualidade do suporte oferecido às atletas. “Eu me sinto muito feliz e honrada por termos formado um time de profissionais tão capacitados, especializados e comprometidos com a melhoria do desempenho da Ginástica Brasileira. Temos que estar em constante evolução. Hoje as competições são definidas nos pequenos detalhes, e estarmos alinhados, mantendo a saúde das nossas ginastas, é fundamental para alcançarmos o ápice da performance.  Não tenho dúvidas de que vamos colher muitos frutos dessa parceria entre CBG e COB”.

Segundo Juliana, a palavra que mais bem sintetiza o propósito dessa parceria é mesmo integração. “O ponto principal do trabalho é integrar as metodologias e técnicas científicas e médicas a um programa bem estruturado de treinamento e competição, garantindo saúde e segurança aos atletas. Assim, conseguimos orientar e propor intervenções de longo e curto prazo capazes de impactar positivamente o desempenho das equipes”.

Fonte   Grupo Gloria

Foto Ricardo Bufolin/CBG

 

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