Retorno das aulas presenciais na perspectiva da Saúde é tema de debate entre Educação e Saúde

maio 14 10:56 2021

A Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura (Seduc) e a Secretaria de Estado da Saúde (SES) promoveram na tarde dessa quinta-feira, 13, um encontro virtual para debater “O retorno das aulas presenciais na perspectiva da Saúde”. A webinar foi transmitida pelo canal do YouTube Educação Sergipe e teve como objetivo subsidiar as equipes escolares acerca dos protocolos de biossegurança sanitária, balizados nas orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS), Vigilância Sanitária, além das Diretrizes para a Retomada das Atividades Presenciais nas Escolas da Rede Pública Estadual.

O encontro foi mediado pelo gerente de Ações Programáticas do PSE na SES, Afonso Mendes, e pela coordenadora do Serviço de Projetos Escolares em Direitos Humanos da Seduc, Adriane Damascena. O primeiro convidado foi o médico infectologista Marco Aurélio Góis, diretor de Vigilância em Saúde da SES, que falou sobre infecção pelo SARS-CoV-2 e mitigação de risco no ambiente educacional. Ele fez uma apresentação sobre as formas de contágio da covid-19 e o que é necessário para se proteger, destacando o investimento em medidas simples como distanciamento social, uso de máscara, higienização das mãos, desinfecção dos ambientes, isolamento dos casos confirmados, e a vacinação nos grupos prioritários.

O médico falou ainda sobre a importância de se levar em conta essas ações no contexto da retomada das atividades escolares presenciais. “Acredito que é fundamental essa discussão sobre tais medidas no ambiente escolar, independentemente do momento e de quando irão retornar presencialmente. Quando as aulas retornarem, mesmo que todos estejam vacinados, essa é uma discussão que sempre deverá ser feita”, disse.

Para dar prosseguimento a esse momento de reflexão e pensar caminhos para práticas que estimulem o retorno das aulas com segurança, o webinar contou também com a participação da professora Eliane Passos, diretora do Departamento de Apoio ao Sistema Educacional (Dase), que explanou sobre Protocolos de Biossegurança e investimentos e insumos no combate à covid-19. Ela exibiu um vídeo gravado na Escola Estadual Dom Antônio Cabral, em Propriá, mostrando um exemplo de como as escolas estão tratando a retomada e a acolhida dos estudantes dos anos iniciais.

A professora Eliane Passos explicou que o retorno às aulas presenciais não é definido pela Seduc, mas, sim, de acordo com as determinações dos estudos e orientações do Comitê Técnico-Científico. “Em 2020, quando definimos os protocolos sanitários e os guias orientadores, nunca se pensou no retorno total das atividades escolares. Sempre se teve em vista o retorno gradual e parcial, seguindo o distanciamento, comportamentos que devem ser adotados na rotina da escola etc. Para isso, cada escola precisaria ter condições de implementar os protocolos com os insumos, equipamentos e serviços necessários para a retomada. Foram disponibilizados para as escolas mais de 19 milhões de reais, com recursos próprios do Estado, oriundos do Profin, para que elas se preparassem. Além disso, houve também verbas do Governo Federal, por meio do PDDE”, disse ELiane, explicando ainda que cem por cento das unidades de ensino da rede estadual receberam recursos na proporção de suas matrículas e foram orientadas sobre como gerir e executar essas verbas.

A terceira convidada da palestra virtual foi a professora Ana Lúcia Lima, diretora do Departamento de Educação (DED), que reforçou informações sobre as diretrizes pedagógicas para a Retomada das Atividades Presenciais.

A professora Ana Lúcia esclareceu que falar da retomada é um grande desafio, e que tudo o que foi preparado para a rede estadual foi observando-se também as necessidades das secretarias municipais de educação. Ela deu um destaque especial ao Projeto Estude em Casa, lançado pela Seduc em 2020, quando da suspensão das aulas presenciais.

“Nosso objetivo aqui é orientar sobre a organização pedagógica das atividades escolares presenciais e não presenciais para a rede estadual de ensino de Sergipe. Temos a necessidade de assegurar o distanciamento físico. Precisamos, sim, de um rodízio para o retorno presencial. E vamos continuar utilizando todas as estratégias para a oferta das atividades não presenciais por meio do ensino híbrido. Os protocolos de biossegurança são os mesmos, não importa se a escola é pública ou privada. O que cada uma pode fazer é organizar as necessidades e cuidados que precisam ser assegurados para a retomada”, disse. Ana Lúcia Lima mostrou o Portal Estude em Casa, que tem mais de 10 mil conteúdos para os alunos, professores e pais, além dos guias e diretrizes pedagógicos, administrativos e sanitários.

Diretrizes

As Diretrizes para a Retomada das Atividades Presenciais são resultantes da construção dos diversos departamentos, assessorias e diretorias de educação da Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura, em consonância com as recomendações da SES, e com um investimento significativo da Seduc para as unidades escolares com aquisição de EPIs e EPCs e outros insumos necessários ao retorno, recursos oriundos do Programa de Transferência de Recursos Financeiros Diretamente às Escolas Públicas Estaduais do Governo de Sergipe (Profin).

Para um retorno seguro, foram produzidos documentos e estratégias com uma ampla consulta aos documentos oficiais que versam sobre o tema, de entidades de diversas instituições do país e do mundo, tendo sempre em vista as características específicas da Rede Estadual. Além disso, as escolas criaram comitês sanitários para acompanhamento. A iniciativa é uma realização do Dase, por meio do Serviço de Projetos Escolares em Direitos Humanos/Programa Saúde na Escola (SPEDH/PSE).

Assessoria de Comunicação da SEDUC

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