Quem matou Barriga?: Homicídio do coordenador do SOS Emprego segue sem respostas

Quem matou Barriga?: Homicídio do coordenador do SOS Emprego segue sem respostas
janeiro 09 09:46 2018

Passados mais de vinte dias da execução de Clodoaldo dos Santos Melo o caso ainda segue sem solução. Barriga, como era conhecido, era um dos coordenadores do Movimento SOS Emprego, na Barra dos Coqueiros e foi morto a tiros, na porta de sua casa no dia 14 de dezembro do ano passado. O crime ocorreu no povoado Capuã onde Barriga Morava com sua família e onde colhia e vendia cocos, já que estava desempregado.

Clodoaldo tinha 41 anos e foi protagonista, junto com o SOS Emprego, das mobilizações dos desempregados de Sergipe em defesa do trabalho digno e da contratação da mão de obra local. No último período teve destaque às mobilizações pela contração de mão de obra local na construção da Usina Termoelétrica Porto de Sergipe, na Barra dos Coqueiros.

Para o movimento e a família, a demora na prisão dos assassinos e seus mandantes é um risco permanente, já que outros coordenadores também foram ameaçados. Informações dão conta de que a movimentação suspeita de veículos (carros e motos) em torno de coordenadores do movimento voltaram a acontecer. Na semana em que Barriga foi executado, a família notou a presença de carros rondando sua casa.

Sendo assim, o Movimento SOS Emprego e a família de Clodoaldo seguem pedindo respostas às autoridades. Quem matou Barriga? Mesmo com a divulgação do retrato falado de um dos suspeitos e do vídeo da fuga dos assassinos ninguém foi preso. Enquanto espera por respostas, os membros do movimento e suas famílias convivem com o terror de que as ameaças sofridas sejam consumadas. Mas ainda assim não se intimidam.

No dia 21 de dezembro foi realizado um primeiro ato, em frente ao palácio do governo, para cobrar das autoridades rapidez nas investigações e a prisão dos assassinos e seus mandantes. Nesse mês de janeiro o SOS Emprego retorna à luta pelo emprego digno e a contração de mão de obra local. O movimento prepara ainda para esse mês uma grande plenária estadual para dar mais força à campanha pela resolução desse crime covarde e a punição dos responsáveis.

Polícia permanece dentro da obra da Termoelétrica

Nas primeiras horas da manhã do dia seguinte ao assassinato, diversas viaturas e policiais estavam dentro do canteiro da Termelétrica. De lá para cá, a presença da polícia militar é permanente. Em reunião realizada com o vice-governador e o comandante da Polícia Militar após o ato do dia 21, uma das exigências do movimento foi a retirada da PM de dentro da obra. O governo disse que a PM sairia, mas sua palavra parece não valer nada.

Vale lembrar que no dia 13 de novembro do ano passado o batalhão de choque reprimiu duramente a manifestação dos desempregados em frente a obra. O movimento exige que o governo cumpra com o que disse. Chega de repressão e intimidação.

Assessoria SOS Emprego Sergipe

Central Sindical e Popular CSP-Conlutas

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