Projeto Dom Távora atende mais de 5 mil famílias no interior sergipano

Projeto Dom Távora atende mais de 5 mil famílias no interior sergipano
julho 18 13:19 2018 Imprimir Conteúdo

Os investimentos produtivos apoiados pelo Projeto Dom Távora têm como público prioritário mulheres, jovens e povos quilombolas. Do total de pessoas atendidas, 52% são mulheres.

Famílias da comunidade quilombola de Brejão do Negros no município de Brejo Grande estão entre as 5.393 atendidas pelo Projeto Dom Távora em Sergipe. Este projeto já apoiou 133 empreendimentos comunitários produtivos em 15 municípios sergipanos com o objetivo de reduzir a pobreza rual. Os recursos são originados de empréstimo internacional feitos pelo Governo do Estado de Sergipe junto ao Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA). Nos municípios do Baixo São Francisco o projeto tem apoiado a produção de arroz, a carcinicultura, e o turismo de base comunitária que são as principais atividades econômicas da região.

O presidente da Associação Comunitária de Remanescentes Quilombolas de Brejão dos Negros, Magno de Oliveira Barros, disse que os investimentos estão trazendo novas possibilidades de geração de renda para a comunidade. “Como a produção de arroz aqui na região ficou prejudicada pela salinização do Rio São Francisco, a produção de camarão em tanques apoiada pelo Dom Távora surgiu como a melhor oportunidade de trabalho e sustento das famílias. Estamos implantando 10 viveiros, cada um com um grupo de cinco famílias”, disse Magno.

“Outro projeto que está recebendo apoio é o desenvolvimento do turismo. Um grupo com 22 mulheres vai botar para funcionar um roteiro turístico que envolve a culinária regional, atividades culturais como o maracatu, grupos de percussão, artesanato e o passeio pelos municípios da foz do São Francisco. Potencial natural e cultural já tínhamos, agora os recursos financeiros também”, acrescenta o líder comunitário.

A secretária da Agricultura de Sergipe, Rose Rodrigues, disse que o sucesso do Projeto Dom Távora está relacionado com à importante participação dos movimento sociais e todo esforço técnico da equipes da secretaria e da Emdagro.  “Temos muito o que comemorar. São 69 projetos comunitários apoiados só este ano de 2018, com recursos depositados na conta das associações. Esse projeto tem a grande virtude de levar o benefício para as pessoas mais pobres do estado, é esse nosso objetivo maior. Nossa expectativa é de fazermos um novo acordo de cooperação com com o Fida a partir do próximo ano. Para isso, já marcamos um seminário no segundo semestre onde discutiremos junto com as comunidades, como os municípios as bases de um novo Dom Távora”, acrescentou Rose.

Na última missão de supervisão ao projeto realizada pelo Fida no início deste mês, este órgão de cooperação internacional avaliou que em termos de utilização de recursos financeiros o nível é muito bom. “Faltando 15 meses para o encerramento do projeto o valor total financiado é de R$ 41 milhões. Conseguiu evoluir de 22% em 2017 para 73% em junho de 2018, com a expectativa de atingir 100% de desembolso até agosto deste ano”.

A evolução reflete positivamente também no número de Planos de Negócios financiados e famílias atendidas. Em julho de 2017 o Projeto Dom Távora tinha atendido 635 famílias com 24 Planos de Negócios, conseguindo avançar significativamente para 5.393 famílias rurais beneficiadas através de 133 investimentos produtivos agora em julho de 2018, atingindo 87% do total estimado.

Mulheres, jovens e povos quilombolas são os maiores beneficiários do Dom Távora. “Pode-se constatar que o aumento da contratação dos Planos de Negócios corresponde à ampliação do público prioritário: mulheres, jovens e povos quilombolas. No universo das 5.394 famílias atendidas através dos projetos produtivos, 52% (2.804) são mulheres, superando a meta inicial de 40% prevista; 24% dos beneficiários são jovens e 545 famílias pertencem a comunidades quilombolas, das quais 62% são representadas por mulheres. Isto indica que os mecanismos de focalização direta, de autofocalização e critérios de elegibilidade dos beneficiários adotados têm se mostrado eficientes para atingir o público prioritário do Projeto”, diz a análise do FIDA.

Fonte e foto assessoria

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