Procedimentos médicos não relacionados à Covid-19 voltaram a crescer em 2021, mostra pesquisa ABIMED

Procedimentos médicos não relacionados à Covid-19 voltaram a crescer em 2021, mostra pesquisa ABIMED
abril 25 14:14 2022

 

Depois de queda acentuada em 2020, quando eclodiu a pandemia, procedimentos ambulatoriais e hospitalares voltaram a crescer em 2021, demonstra pesquisa da Associação Brasileira da Indústria de Tecnologia para Saúde (ABIMED)

Devido à priorização da luta e tratamento das pessoas acometidas pelo novo coronavírus, cujo primeiro caso no Brasil foi identificado em 15 de fevereiro de 2020, numerosos tratamentos e procedimentos médicos, como os relativos a câncer, doenças crônicas e cirurgias eletivas foram postergados pelos próprios pacientes. “Isso teve um impacto na saúde dos brasileiros”, observa Fernando Silveira Filho, presidente da ABIMED. Com a melhoria do quadro da doença em 2021, graças à vacinação, os números de atendimentos não relacionados à Covid-19 voltaram a crescer.

Os dados consolidados até novembro de 2021 demonstram um crescimento de 18% em procedimentos ambulatoriais e de 24% em procedimentos hospitalares, se comparados com o ano de 2020. De acordo com o levantamento, que analisou dados do setor no Datasus, em 2020 a situação era outra: os atendimentos realizados no Sistema Único de Saúde (SUS) caíram 49%; as consultas com especialistas diminuíram 25%; os diagnósticos apresentaram decréscimo de 16%; e as internações não relacionadas à Covid-19 recuaram 16%, se comparadas ao ano de 2019.

Procedimentos de alta complexidade também apresentaram queda acentuada no período. Levando em consideração apenas as cirurgias cardiovasculares a queda foi de 18% em 2020 em comparação ao ano anterior.

Para o presidente da ABIMED, a expectativa é que continue ocorrendo aumento dos atendimentos não ligados à Covid-19, pois é preciso compensar o tempo perdido, que, dependendo da doença, pode ser crucial para a cura. Criou-se um efeito bola de neve, com o represamento de procedimentos como endoscopias, diagnósticos, ultrassonografias, raio x e exames laboratoriais, que tiveram queda de pelo menos 25% em seu volume habitual.

“A tendência também mostra a importância de investimentos na área de saúde, pois há uma demanda represada que precisa ser atendida. Para quem tem alguma doença, é inviável aguardar meses por um exame. É preciso universalizar cada vez mais a saúde para que as pessoas também tenham acesso a tratamentos médicos adequados”, pondera Silveira Filho.

Sobre a ABIMED

A Associação Brasileira da Indústria de Tecnologia para Saúde (ABIMED) representa os interesses de 200 empresas nacionais e multinacionais de tecnologia avançada na área de equipamentos, produtos e suprimentos médico-hospitalares, que respondem por cerca de 65% do setor. A indústria de dispositivos médicos tem participação de 0,6% no PIB brasileiro, conta com mais de 14 mil empresas e gera em torno de 140 mil empregos diretos e qualificados.

A ABIMED tem como princípio contribuir para a promoção de um ambiente saudável, sustentável e propício à inovação tecnológica e à competitividade de suas associadas nos mercados local e global. Além disso, a entidade reafirma seu propósito de proporcionar qualidade de vida para as pessoas a partir do acesso às melhores práticas de saúde.

Ricardo Viveiros & Associados Oficina de Comunicação

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