Prefeitura oferta curso de manipulação de alimentos para  ambulantes

maio 27 15:45 2022

Uma das exigências para o cadastramento dos vendedores ambulantes interessados em comercializar alimentos e bebidas durante o período de seis dias de festas do Forró Caju é a certificação do curso de Boas Práticas e Manipulação de Alimentos. Por isso, a Prefeitura de Aracaju, por meio da Fundação Municipal de Formação para o Trabalho (Fundat), em parceria com a Universidade Federal de Sergipe (Ufs) e a Escola do Legislativo (Elese), está realizando, de forma gratuita, cursos de capacitação.

Foram ofertadas, até o momento, três oficinas, e mais de 200 ambulantes já estão capacitados para comercializar de forma segura na praça de eventos Hilton Lopes, entre os mercados centrais de Aracaju, durante o período do Forró Caju.

De acordo com a presidente da Fundat, Edivaneide Lima, a realização dos cursos traz oportunidades de geração de renda para centenas de trabalhadores que foram afetados duramente pela pandemia da covid-19.

“O setor mais atingido na pandemia foi o de eventos, com dois anos parados. Mas, como estamos numa decrescente muito grande de casos, os eventos estão retornando, e a Prefeitura de Aracaju teve a sensibilidade de ver a necessidade de realizar os cursos de manipulação de alimentos. Cursos esses que têm uma carga horária pequena, de oito horas, e que ouve as normas da Vigilância Sanitária, porque sabemos que lidar com alimentos requer cuidados tanto higiênicos, como de conservação”, afirma Edivaneide.

As inscrições, para quem deseja comercializar no Forró Caju, acontecerão entre os dias 6 a 9 de junho, das 8h às 12h e das 14h às 17h, na sede da Diretoria de Abastecimento e Espaços Públicos (Direpa), localizada no Parque da Sementeira. Os ambulantes sorteados que não apresentarem o certificado do curso de Boas Práticas e Manipulação de Alimentos, perderão a oportunidade de trabalhar no evento.

“Já realizamos três turmas de oficinas, cada uma com 80 vagas. Ainda falta mais uma oficina que provavelmente será agora no início de junho, e estamos tendo uma procura enorme esse ano, porque os outros tipos de eventos particulares que não exigiam essa certificação, também passaram a exigir. Esse curso serve para garantir uma segurança tanto para os consumidores, como também para os vendedores. Se aumentar a demanda, poderemos colocar outras turmas”, destaca a presidente da Fundat.

A comerciante de bebidas e drinks, Maria Aparecida dos Santos, conta que busca cada vez mais aperfeiçoar o trabalho, principalmente por já ter sido acometida por uma infecção alimentar. “Para não acontecer isso com os meus clientes, eu busco ter uma boa forma de como manipular, guardar, usar as coisas. Me inscrevi neste curso para ter mais uma certificação”, disse a ambulante, que pretende fazer parte do Forró Caju.

O presidente da Empresa Municipal de Serviços de Urbanização (Emsurb), Bruno Moraes, destaca que o certificado de manipulação de alimentos, além de ser uma exigência da Prefeitura de Aracaju para o cadastramento dos ambulantes que querem comercializar no Forró Caju, também servirá para quaisquer outros eventos juninos na capital e demais municípios.

“O curso geralmente tem validade de um ano e nós deliberamos de acordo com o pleito da pessoa. Para o Forró Caju, por exemplo, a liberação vai perdurar por todo período do evento. Como também, se não for o interesse do requerente comercializar no Forró Caju, mas em outros pontos autorizados, vamos dar uma liberação de 30 dias. No entanto, vale ressaltar que, para receber a autorização, tem que apresentar o certificado”, reforça o presidente.

Ainda conforme Bruno Moraes, as oficinas são capazes de instruir os ambulantes e permissionários quanto aos procedimentos que devem ser adotados na manipulação e acondicionamento dos alimentos.

“Através deste curso, a sociedade que vai estar ali comprando aquele alimento vai estar segura, assim como os vendedores, já que estarão ofertando um produto sem nenhum risco para a população. Então no curso, os ambulantes são capacitados sobre manipulação, conservação, manejo, higiene pessoal e toda a parte de segurança alimentar”, ressalta.

Foto: Marcelle Cristinne

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