Prefeitura e UFS iniciam projeto de requalificação da Farmácia Viva em Aracaju

Prefeitura e UFS iniciam projeto de requalificação da Farmácia Viva em Aracaju
março 11 07:22 2019 Imprimir Conteúdo
Já passou o tempo que o uso de plantas para tratar dores e algumas doenças era só coisa da vovó e do vovô. Ao longo dos anos, a medicina alternativa, mais especificamente a fitoterapia, que utiliza as plantas como meio de cura, tem ganhado espaço, e aquele chazinho de boldo receitado em casa passou a ser indicado dentro, inclusive, de consultórios médicos e unidades de saúde. Em Aracaju, ainda na gestão anterior do prefeito Edvaldo Nogueira, foi implantado o projeto Farmácia Viva, com o objetivo de disponibilizar plantas medicinais em espaços públicos. Agora, o projeto, que ficou inerte durante a administração anterior, está sendo reestruturado como parte do Planejamento Estratégico da gestão atual.
As tão conhecidas erva-cidreira, boldo, carqueja, hortelã, aroeira, entre outras plantas, retornarão às Unidades Básicas de Saúde (UBS) de Aracaju, mas, para que isso possa acontecer de acordo com os moldes do Planejamento Estratégico, que atendem às diretrizes do Ministério da Saúde (MS), uma parceria entre a Prefeitura de Aracaju, através das secretarias do Meio Ambiente e da Saúde, e a Universidade Federal de Sergipe (UFS) vai capacitar os profissionais da área de saúde por meio de oficinas. Nesta sexta-feira, 8, aconteceu, na UBS Manoel de Souza Pereira, no conjunto Sol Nascente, a primeira reunião/capacitação dos envolvidos, como primeira etapa para contemplar a retomada do projeto na capital.
Foi nessa unidade que, em 2012, foi implantado o projeto piloto do Farmácia Viva e onde até hoje ainda existem algumas plantas medicinais, que a equipe da unidade mantém com o auxílio da comunidade local. “Fechamos um termo de cooperação entre as secretarias e a UFS em outubro passado, e estamos empenhados em dar andamento ao projeto. Nesta primeira etapa, queremos visualizar uma estratégia de produção de plantas medicinais, através do nosso horto, localizado no Parque da Sementeira. Esse primeiro momento é para sensibilizar os profissionais da saúde, que passarão por uma capacitação de 60 horas, entre esses profissionais estão médicos e enfermeiros. Nosso intuito é retomar os trabalhos efetivos do projeto até junho deste ano”, afirmou o coordenador do Farmácia Viva, Paulo Cerqueira.
Dentro dessa perspectiva, caberá à SMS estruturar as unidades básicas para a utilização do tratamento alternativo. “Todo esse processo está, inclusive, estabelecido numa política nacional dentro do Sistema Único de Saúde (SUS) e Aracaju já possui alguns espaços para a prática do plantio. A reestruturação do projeto, além de se adequar ao SUS, trará mais estratégias de saúde, mais ações para fortalecer a atenção básica e, consequentemente, dará mais qualidade de vida à nossa população”, destacou o técnico da Assessoria de Planejamento e Desenvolvimento Institucional (Asplandi), Luiz Cláudio Soares, ao explicar que, inicialmente, o projeto será implantado em duas ou três unidades para, em seguida, alcançar as demais regiões da capital.
De acordo com a professora do curso de Farmácia da UFS, Francilene Silva, para que o projeto fosse retomado, era necessária a reestruturação. “Mesmo sendo um tratamento realizado através das plantas, ainda assim, era preciso seguir adequações para oferecer um serviço de qualidade e, sensibilizar e capacitar os profissionais é um passo de extrema importância. O Farmácia Viva trata do cultivo até a dispensação, tanto da planta quanto de medicamentos. As plantas que serão cultivadas são as que já são reconhecidas pelo Ministério da Saúde como  seguras e eficazes. Além disso, fizemos um levantamento dentro do perfil epidemiológico da população e o que ela utilizava, e realizamos um cruzamento com o que já era possível. Por isso, os profissionais precisam estar envolvidos porque eles lidarão diretamente com a população”, frisou.
Ao todo, mais de 30 tipos de plantas entre medicinais e fitoterápicas serão utilizadas no projeto. Para isso, o horto do Parque da Sementeira, que é de administração da Sema, recebeu duas novas estufas que, além de servirem para o cultivo de mudas de árvores que serão utilizadas no Plano de Arborização da cidade, também servirão para a cultura das plantas medicinais.
Foto André Moreira
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