“Por que não há ações concretas em Aracaju na pandemia?”, questiona Márcio Macedo

julho 31 14:29 2020 Imprimir Conteúdo

Petista afirma que falta atenção direcionada à população mais carente da cidade

Durante entrevista à rádio Nova Brasil FM na manhã desta sexta-feira, 31, o vice-presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) e pré-candidato à Prefeitura de Aracaju, Márcio Macedo, questionou alguns pontos que, para ele, deveriam ter sido postos em prática na capital para, assim, minimizar os efeitos da pandemia.

Entre os assuntos abordados, ele voltou a falar sobre os recursos já destinados à Prefeitura de Aracaju e que, até o momento, não foram utilizados. “A PMA já tem em caixa mais de R$ 76 milhões. Esses valores que chegaram são referentes até o dia 20 de julho. Mas o que foi feito? Não consigo ter respostas para o tanto de recursos que chegaram e não criaram uma UTI. Não contratou profissionais de saúde para fazer busca ativa e dar um tratamento decente. Falta de competência, prioridade. Falta de gestão”, criticou.

O petista também lembrou sobre a ausência de uma renda mínima para a população carente e discorreu sobre a necessidade de uma atenção mais direcionada a este público. “Já são R$ 21,1 milhões em despesas executadas, além de R$ 16,1 milhões em valores pagos efetivamente. Repito: Aracaju recebeu R$ 76 milhões só para combater a Covid-19 e a gestão utilizou somente R$ 16 milhões. É preciso ter uma ação direcionada às mais de 25 mil famílias carentes da capital. Este número representa aqueles que estão abaixo da linha da pobreza. O que custava fazer a renda básica para essas famílias?”, questionou.

“Cadê as cestas básicas para essas famílias? Cadê um auxílio, ainda que seja semelhante aos R$ 600,00 do Governo Federal? Pode parecer pouco mas, se a prefeitura concedesse uma renda neste valor, essas famílias poderiam contar com R$ 1.200,00 mensais e não estariam passando fome! O dinheiro está aí. Está no caixa”, complementou.

Na avaliação de Márcio Macedo, a situação está mais delicada em Aracaju devido às prioridades da gestão que, conforme entendimento dele, focou em questões que, neste momento, são desnecessárias. “Por que o IPTU não foi suspenso? Por que não foi suspensa a cobrança de energia, em parceria com a Energisa? Não houve uma linha de crédito para o pequeno comerciante, aos microempresários. Com tantos recursos não fez nada de efetivo? O prefeito se escondeu. Não enfrentou o problema. Não agiu. Se escondeu em marketing. E, por conta disso, nada de concreto tem sido visto em nossa capital”, finalizou.

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