Parlamentares do PT apresentam notícia crime contra Hans River

fevereiro 13 06:41 2020 Imprimir Conteúdo

Depois da matéria publicada pela Folha que comprova que o depoente Hans River mentiu na CPMI, deputados e senadores comunicam infração penal à justiça

As notícias crimes apresentadas à justiça se referem às contradições expostas na matéria publicada pela Folha de São Paulo, referente às declarações insultuosas que o depoente Hans River fez contra a jornalista Patrícia Campos Mello.

Também vão ser comunicadas às autoridades, as contradições expostas pelo depoente em relação às datas em que trabalhou na empresa Yacows, investigada na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que tem como finalidade apurar a divulgação de notícias falsas nas eleições de 2018.

Além do duvidoso testemunho do ex-funcionário da Yacows, Hans River, de que fez campanha para um político em 2018, e sequer, a pessoa a qual se referiu foi candidata.

O líder do PT no Senado, Rogério Carvalho, fez o anúncio na tarde desta terça-feira, 12, na CPMI das Fake News, e pediu ao presidente da Comissão o indiciamento do ex-funcionário da Yacows, Hans River do Rio Nascimento.

“A bancada se sentiu ofendida pelas ofensas e desacatos do depoente e pela forma deselegante e desrespeitosa não só com os parlamentares, mas também com a jornalista, as mentiras que ele contou”, destacou o senador Rogério Carvalho.

As incoerências apresentadas no depoimento de Hans River constituem crime, segundo o artigo 342 do Código Penal, a legislação que norteia a condução de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI).

De acordo com o artigo 342 Código Penal: “Fazer afirmação falsa, ou negar ou calar a verdade como testemunha, perito, tradutor, contador ou intérprete em processo judicial, ou administrativo, inquérito policial ou em juízo arbitral”: Pena – Reclusão, de 2 a 4 anos, e multa (Pena com a redação dada pela Lei nº 12.850/13).

“Ele mentiu diante de todos os parlamentares, jurando falar a verdade, caluniou o deputado Rui Falcão (PT/SP) e a jornalista Patrícia Campos Mello. ”, afirmou o líder do PT no Senado.

As notícias crime foram apresentadas pelos parlamentares do PT que compõem a CPMI das Fake News. Outros parlamentares também se dispuseram a assinar, inclusive a relatora Lídice da Mata (PSB/BA) que afirmou que vai acionar o Ministério Público sobre o caso.

Já nos primeiros momentos do depoimento do ex-funcionário da Yacows, Hans River do Rio Nascimento demonstrou falta de respeito aos parlamentares ali presentes.

A oitiva dele foi solicitada pelo deputado federal Rui Falcão porque no ano passado houve uma a matéria publicada pela Folha de São Paulo com a assinatura da repórter Patrícia Campo Mello que revelou que empresas estavam enviando mensagens em massa pelo WhatsApp durante as eleições de 2018. Entre as empresas envolvidas na prática, que é ilegal, está justamente a Yacows.

A reportagem foi construída com informações cedidas pelo próprio Hans River com o respaldo de uma ação trabalhista que ele movia contra a Yacows. Coincidentemente, após fazer um acordo sobre esta ação, Hans resolveu parar de colaborar com o veículo de comunicação.

Na CPMI das Fake News, Hans River do Rio Nascimento disse que a jornalista da Folha teria feito insinuações sexuais para conseguir informações para a reportagem.

Poucas horas depois, a Folha de São Paulo desmentiu o Hans River com documentos, prints, áudios e conversas que demonstram a falta de compromisso do depoente com a verdade mesmo diante de uma CPMI.

Também foi motivo de surpresa durante a sessão da Comissão, a informação passada pelo depoemte Han River do uso de CPF’s de cidadãos brasileiros, sem que os mesmos tenham conhecimento, para disparos de Whatsapp. Até mesmo documentos de pessoas que já faleceram. Tudo está sendo investigado pelos parlamentares.

Foto assessoria

Por Candisse Matos

  Editoria: