Para Milton Andrade, falta uma gestão técnica para tirar Sergipe do caos

Para Milton Andrade, falta uma gestão técnica para tirar Sergipe do caos
julho 18 15:25 2018 Imprimir Conteúdo

 

Pré-candidato ao Governo do Estado, o empresário e advogado Milton Andrade (PMN) considera que Sergipe, há décadas não vivencia uma gestão pública técnica, focada na prestação do serviço de qualidade. “O que temos visto, de fato, são grupos políticos entrando no poder e usando o orçamento do Estado, não para trabalhar pela população, mas para se manter no poder. São cidadãos que fazem carreira política para se servir do que é público e não para servir ao público”, afirmou.

Enquanto isso, destacou o pré-candidato, os problemas se avolumam, sem que haja solução, por falta de um gestor que pense a gestão pública de forma eficiente e eficaz. “Ao contrário do enfrentamento dos problemas e a busca de solução, preferem o discurso da dificuldade, da mentira e da enganação.  Assistimos a essas cenas em inúmeros momentos da história política, mas eu já não aguento mais isso, por isso decidi não me omitir e participar do processo. As pessoas já não aguentam mais votar em políticos profissionais que agem com demagogia e com populismo”, afirmou.

Para Milton, o segredo para mudar esse quadro caótico a que o Estado foi submetido “pelas péssimas gestões, é falar a verdade e apresentar soluções para o caos que está estabelecido e que precisa ser enfrentado”. Ele citou, como exemplo, o grande número de cargos em funções comissionadas que os governos preferem manter a promover concurso público para áreas essenciais, como saúde e educação. “É melhor nomear amigos e apadrinhados políticos porque isso se reverte em voto para quem os nomeia”.

O pré-candidato, que entrará na disputa pela primeira vez, ressaltou que o Estado ocupa o 21º lugar no ranking da transparência, o que o torna uma “uma verdadeira caixa-preta, pois não se sabe ao certo, por exemplo, quantos cargos em comissão existem na estrutura do Governo. O que se observa, no entanto, é que todos os dias o Diário Oficial publica considerável lista de novos nomeados, em sua maioria, apadrinhados políticos, sem qualquer qualificação técnica para o cargo para o qual foi designado”.

Com a máquina inchada, frisou Milton Andrade, os investimentos em áreas essenciais e estratégicas ficam prejudicados.  “Assistimos, diariamente, denúncias de pacientes que enfrentam sérias dificuldades até para conseguir uma medicação. São postos com estruturas comprometidas; escolas desmontadas, obrigando muitos diretores a retirarem dinheiro do próprio bolso para custear até papel para que os alunos façam provas; é servidor público há seis anos sem, sequer, ter garantida a reposição das perdas inflacionárias, o que é direito constitucional; sem contar com a insegurança por todo o Estado, cujos reflexos são sentidos por todos os cidadãos sergipanos”, pontuou, ratificando que “política não é profissão, é sacerdócio. Eu sou advogado e empresário, sempre trabalhei, e colocarei o meu nome à disposição porque, como grande parte dos sergipanos, também, não aguento mais tanta omissão e fingimento dos mesmos grupos políticos”.

Por Kátia Santana

Foto assessoria

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