Operação Metástase apura desvios de verbas públicas no Hospital de Cirurgia

Operação Metástase apura desvios de verbas públicas no Hospital de Cirurgia
setembro 12 11:14 2019 Imprimir Conteúdo

O Ministério Público do Estado de Sergipe (MPSE), por intermédio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), em conjunto com o Comando de Operações Especiais (COE) e o Departamento de Combate ao Crime Tributário e Administração Pública (DEOTAP), deflagrou na manhã desta quinta-feira (12), a terceira fase da Operação Metástase.

Oito mandados de busca e apreensão foram cumpridos pela Operação Metástase, nos municípios de Aracaju e Nossa Senhora das Dores. Essa é a terceira fase da ação, que investiga um grupo criminoso suspeito de desvios de verbas públicas na gestão da Fundação Beneficente Hospital de Cirurgia, localizado capital.

Após o cumprimento dos mandados, o Ministério Público reuniu a imprensa e informou que foi montado um esquema para desviar verbas. Os promotores informaram que foram usados dois operários foram usados  como laranja para criar a empresa que pode ter desviado dois milhões de reais.

Um ex-gestor do hospital teria se utilizado de duas construtoras, registradas em nome de ‘laranjas’, moradores do município de Nossa Senhora das Dores, para desviar as verbas da saúde e utilizar na compra de bens e enriquecimento ilícito do gestor à época.

O esquema teria iniciado com a criação de uma empresa com um capital de R$ 20 mil e com dois operários. Como a obra era de grande vulto, o capital da empresa foi alterado de 20 mil para R$ 2 milhões e, tempo depois, o capital da suposta empresa cai para cerca de R$ 20 mil.

Ainda segundo os promotores, durante as ouvidas, os supostas empresários e que não passavam de pedreiros, disseram não conheciam e não tinham conhecimento de nada.

O levantamento feito pelo MPE aponta que as obras do Hospital Cirurgia foram feitas sem ampla divulgação e transparência dos gastos. “As obras eram feitas sem licitação e não havia divulgação”, explicaram.

Sobre os valores que podem ser desviados, até o momento não foram confirmados. A empresa responsável recebeu R$ 4.300 pelas obras, mas não se sabe quanto foi desviado, já que uma parte das obras foi feita.

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