Onde está a prioridade para a segurança pública?, questiona coronel

Onde está a prioridade para a segurança pública?, questiona coronel
agosto 09 10:12 2018 Imprimir Conteúdo

Coronel Henrique Alves Rocha

A gestão deste governo é tão desastrosa, que não conseguiu sequer criar um plano estadual de redução de violência, de combate ao tráfico de drogas,  e por em prática políticas públicas de segurança.

O resultado dessa falta de gestão se observa e é comprovado ano após ano com a divulgação dos dados da violência, através do Fórum Brasileiro de Segurança Pública – FBSP, com dados fornecidos pelo Ministério da Justiça, que por sua vez recebe os dados dos Estados.

Os resultados das compilações destes dados coloca Sergipe como o estado mais violento do Brasil, quando se leva em conta o número de homicídios por 100 mil habitantes.

Sergipe registra mais de 64 homicídios por 100 mil habitantes, muito superior a São Paulo, por exemplo, com pouco mais de 8 homicídios por 100 mil habitantes. Aracaju carrega também o título de capital com mais número de homicídios proporcionais, além de estar relacionada entre as 18 cidades mais violentas do mundo.

Pois bem, não bastassem esses dados, este grupo político que está no poder há quase 12 anos, e que tenta a todo custo se perpetuar no poder, não fez sequer o recompletamento dos efetivos das instituições policiais, periciais e de bombeiros.

Para se ter uma ideia, o efetivo da PM hoje é menor que o efetivo da PM em agosto de 1998.;

Trocando em miúdos, Sergipe cresceu em indústrias, comércio, agências bancárias, e principalmente em população, em quase um quarto da existente em 1998. Todavia a PM, responsável pela prevenção do crime, encolheu.

A falta de gestão não leva apenas a perda iminente do helicóptero que além do policiamento, atua no resgate de vítimas. O contrato vai acabar justamente num período eleitoral.

Vale relembrar que muitas viaturas da PM ainda este ano foram recolhidas por falta de pagamento, redução do consumo de combustíveis. Isso tudo afeta sobremaneira o policiamento preventivo, em última instância o cidadão.

Mas retorno ao motivo de minha intervenção. Cerca de 300 PMs podem ser excluídos da corporação por conta de ações pendentes na justiça, que não se resolvem.

Vale salientar que as pendências judiciais são várias, desde altura até exames clínicos, dentre outros.

Estes PMs estão trabalhando nas ruas há mais de 3 anos.

A segurança de Sergipe já tão fragilizada não pode se dar ao “luxo” de perder profissionais que já desempenham suas funções, nem tão pouco a sociedade pode ser mais ainda penalizada por falta de gestão.

Onde está a prioridade para a segurança pública? Onde está a prioridade com foco no bem estar dos sergipanos?

 

 

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