O enredo da Rede não deu samba

julho 13 05:25 2018 Imprimir Conteúdo

Por várias vezes tivemos a oportunidade de entrevistar Dr. Emerson, principal liderança da Rede Sustentabilidade em Sergipe. Em todas elas ouvimos dele, com firmeza, que o referido partido era diferente de todos os outros e que jamais faria alianças com a oligarquia, e ou legendas acostumadas a costurar acordos e mais acordos, sem se incomodar com a ideologia.  Gostava de citar o exemplo da última eleição para prefeito de Aracaju, quando foi muito bem votado e preferiu não apoiar nenhum candidato no segundo turno, por entender que os dois projetos não representavam nenhum avanço. Segundo ele, eram projetos vazios, repletos de vícios da “velha política”, que vende a alma para chegar ao poder. Era assim mesmo que ele se referia a Edvaldo Nogueira (PC do B) e Valadares Filho (PSB).

Ainda analisando os dois candidatos que disputaram o segundo turno em Aracaju, Dr. Emerson dizia que os dois estavam fazendo acordos espúrios e prometendo cargos aos apoiadores, uma prática, segundo ele, que não se encaixava nos ideais da Rede, por enfraquecer qualquer projeto de administração em favor da população.

E AGORA?

Para dizer que o discurso é bem diferente da prática, não precisa textos eloquentes, com palavras difíceis e citações de historiadores ou analistas políticos. Basta dizer que o próprio Dr. Emerson cuidou de desfazer tudo que afirmou nas entrevistas, quando iniciou um diálogo com o mesmo PSB, a quem rotulava de partido do atraso, das negociatas, das ofertas de cargos comissionados. É certo que ainda não há uma definição oficial, mas aquela nota confusa, que complicou ao invés de explicar, deixa claro que a Rede estava sim encaminhando um acordo com o partido liderado em Sergipe pelo senador Valadares e que tem como pré-candidato a governador, o deputado federal Valadares Filho, o mesmo que estava no segundo turno das eleições de 2016 “e que não servia para ser apoiado.  O que mudou? O PSB passou a ser um partido sem os vícios da velha política, ou a Rede, como todos os outros partidos, tem apenas o projeto de poder? Perguntar não ofende. Verdadeiramente o ENREDO DA REDE NÃO DEU SAMBA.

SERIEDADE DE ALESSANDRO

Até que se prove o contrário, o delegado Alessandro Vieira, tem mantido a mesma posição anunciada há meses atrás quando decidiu aceitar o convite da Rede para tentar uma cadeira no Senado. Preservando o estatuto do partido, Alessandro reafirma sua pré-candidatura, mesmo sabendo que ela desagrada aos “velhos lobos”, que se agarram ao poder e, não importa por quais vias, dele não querem mais sair.  Parece que essa firma posição, incomodou até mesmo os colegas do seu partido.

AGORA, ALESSANDRO NÃO SERVE MAIS?

O engraçado de tudo isso é que o delegado Alessandro Vieira tinha certeza que uma candidatura a deputado estadual seria muito mais fácil de obter êxito. Seu nome era um dos mais comentados, pela performance à frente da Polícia Civil, comandando várias operações. Alessandro não baixou a cabeça para os poderosos que queriam interferir, por exemplo, na Operação Babel. Foi demitido por isso e está pagando caro pela posição em favor da sociedade. Apesar destas evidências, aceitou o desafio de concorrer ao Senado, a pedido do seu partido. Agora, com a possibilidade de uma aliança com o PSB, descartaram essa pré-candidatura, como se ela não representasse nada? E isso em nome do tal projeto de poder que Dr. Emerson tanto criticava? Êta política danada!

CATÓLICOS APOIAM O PASTOR ANTÔNIO

Um forte grupo de líderes católicos decidiu apoiar a pré-candidatura do Pastor Antônio dos Santos (PSC) a deputado federal. Justificam que o parlamentar tem sido importante na defesa de temas importantes para preservação da família, a exemplo da sua posição firme e corajosa, contrária ao aborto, ideologia de gênero e o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Pastor Antônio é presidente da Associação Brasileira dos Parlamentares Evangélicos, que reúne, vereadores, deputados estaduais, deputados federais e senadores e tem sido uma voz ativa em defesa da família, até mesmo no Congresso Nacional.

PSC UNIDO

O presidente nacional do PSC vai encaminhar pedido formal a todos os deputados estaduais do partido em Sergipe, em prol da pré-candidatura do Pastor Antônio dos Santos a deputado federal. A decisão foi tomada depois de uma reunião em Brasília, sob a liderança do deputado federal André Moura, um dos maiores entusiastas deste projeto.

ZEZINHO GUIMARÃES

O deputado estadual Zezinho Guimarães (MDB) não nega a ninguém sua insatisfação com o Governo do Estado, de quem é aliado. Desde a época de Jackson Barreto, o parlamentar reclamava muito da falta de atenção e a proteção a alguns mais chegados do então Chefe do Executivo Estadual. Não precisa dizer que ele se refere a Zezinho Sobral (Podemos). Apesar da chateação, deve votar com Belivaldo Chagas (PSD). Já para o Senado, ninguém tira o seu voto em favor de André Moura (PSC). O segundo nome ainda não foi definido. Não será JB.

EDUARDO INDIGNADO

O senador Eduardo Amorim (PSDB) se revelou indignado com a situação da cardiologia no Estado de Sergipe. Em conversa com a médica Sheila Ferro, presidente da Associação Brasileira de Cardiologia, seccional de Sergipe, ficou sabendo de número estarrecedores. Segundo ela, mais de 200 pessoas estão correndo risco de morte porque o setor de cirurgia cardíaca não funciona há semanas.

EDUARDO INDIGNADO II

O senador ouviu da médica que outras dezenas de pacientes também estão na chamada “fila da morte”, porque necessitam colocar marcapasso e o poder público não dispõe dos aparelhos, por atraso no pagamento a fornecedores. Segundo Eduardo, o Governo do Estado demonstra mais uma vez sua incapacidade para resolver problemas que afetam os mais pobres. “O problema não é falta de dinheiro. É falta de gestão”, disse.

MENOR ASSASSINO FICA PRESO

A sociedade respirou aliviada com a decisão da justiça de manter apreendido o menor que matou a policial militar Eliane. O crime bárbaro que ocorreu no conjunto Orlando Dantas, em Aracaju, foi motivado pelo roubo de um celular. Muitos acreditavam que o assassino seria colocado em liberdade. Não foi isso que ocorreu e o “anjinho”, ficará pelo menos três anos na gaiola: É POUCO.

 

 

 

 

 

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