Nunca me acovardei diante das perseguições, diz Valmir de Francisquinho

Nunca me acovardei diante das perseguições, diz Valmir de Francisquinho
setembro 30 06:43 2018 Imprimir Conteúdo

*Valmir de Francisquinho

Para aqueles que conhecem minha trajetória política desde o início, quando me elegi vereador em Itabaiana no ano de 1988, a explicação que vem a seguir nem se faz necessária. Já para os que só passaram a acompanhar minha história na vida pública a partir do momento em que fui eleito prefeito de Itabaiana, após vencer cinco vezes as eleições de vereador em minha cidade, sempre como o mais votado, se faz necessário, sim, o esclarecimento que trago adiante.

Nunca me acovardei diante das perseguições. Em 2012, quando disputei a minha primeira eleição para prefeito, fui acusado de porte ilegal de arma. Sem reclamar, sem me manifestar fora das vias legais, em juízo, jamais trouxe a público a injustiça que se abatia sobre mim. Preferi buscar os caminhos da Justiça, que, por sinal, me inocentou naquele triste episódio.

Assim, é preciso que fique claro desde já: não me escondo no vitimismo por nada, pois confio na Justiça e nela busco o amparo e a resolução de todas as questões. Entendo que, como homem público, estou submetido a uma maior exposição que, por consequência, traz mais questionamentos sobre minha conduta. E isso é algo muito bem-vindo num regime democrático. Aliás, bem-vindo apenas é pouco. Esses questionamentos são vitais para que a democracia seja praticada de forma plena.

Dessa forma, espero ter deixado claro que esta minha manifestação pública não se deve a uma posição defensiva. Não preciso desse tipo de artifício para me dirigir aos sergipanos. Mas venho a público revelar alguns fatos que, por causa do calor dessas eleições, podem passar despercebidos pela população. E, assim, creio que as revelações que trarei a seguir contribuem para que a disputa eleitoral marcada para 7 de outubro seja a mais limpa e democrática possível.

Desde que lancei, de forma clara e objetiva, respeitando da Justiça Eleitoral, os meus candidatos para as próximas eleições, tenho tido uma repercussão junto ao eleitorado sergipano das mais positivas. Dentre as candidaturas que estão diretamente ligadas ao cenário local, minha definição pelos nomes de Eduardo Amorim para governador, André Moura e Heleno Silva para o Senado, Bosco Costa para deputado federal e Talysson de Valmir para deputado estadual têm alcançado grande aceitação popular em Itabaiana e em cidades próximas, além de terem angariado simpatia em outros municípios sergipanos aonde temos amigos e admiradores de nosso trabalho no comando da prefeitura itabaianense.

Mas, com esse bônus, vieram os ônus. E deles não me furto. Praticamente todos os órgãos de controle de gestão se instalaram em Itabaiana nesse período final da disputa eleitoral. E todos estão instalados em nossa administração da melhor forma: com acesso total às informações requeridas. Não sou o dono da verdade e nem me considero infalível. Dessa forma, entendo que abrir acesso irrestrito a tudo o que diz respeito a nossa gestão é uma forma não só de respeitar a lei, mas também de contar com o auxílio destes mesmos órgãos no sentido de corrigirmos eventuais falhas que possam existir.

Só que a intensificação das fiscalizações, justamente nas vésperas da eleição, me faz refletir e levar essas reflexões para todos os sergipanos. Em nosso município, temos adversários. O deputado Luciano Bispo é presidente da Assembleia Legislativa, portanto uma das pessoas mais poderosas do Estado. Numa outra frente, a deputada Maria Mendonça, que se tornou nossa adversária ao permitir que vereadores comandados por ela votassem numa adversária, aliada de Luciano na disputa pela Presidência da Câmara de Vereadores de Itabaiana.

Com dois adversários desses unidos contra a nossa gestão, com força nos bastidores da política estadual, me indago até que ponto as ações empreendidas em relação a nossa administração visam apenas fiscalização. E, reitero: não as temo, por uma questão muito básica: honestidade na atividade pública não é, para mim, um mérito. É uma obrigação.

Dessa forma, atento aos ditames da legislação eleitoral, restringi nosso cronograma de inaugurações de obras para evitar que me seja imputada a pecha de inaugurar obras necessárias à população como se fossem meros apêndices do processo eleitoral. Ao mesmo tempo, passei a ser ainda mais rigoroso quanto a manifestação de voto de nossos colaboradores na atual gestão, resguardado o direito sagrado de que cada cidadão manifeste sua preferência democraticamente.

E, por fim – atentem para o absurdo disso -, pedi aos amigos que não me chamem de “Pato Rouco”, já que nossos adversários entraram na Justiça atacando a utilização de um personagem de Walt Disney, o Pato Donald, que é rouco, por sinal. Agi assim para evitar que a manifestação espontânea da população passasse a ser considerada crime eleitoral, como se fosse possível alguém escolher uma alcunha pela qual pudesse ser apelidado.

E esses são apenas alguns exemplos dos absurdos a que eu e nosso grupo temos sido submetidos, já que nossos adversários, ainda que estejam unidos, não encontram maneiras de impedir a nossa atuação em prol da população que é, em síntese, o que nos impulsiona para o sucesso e a aceitação popular.

Diante do exposto, novamente reitero que não me sinto vitimizado por nada aqui relatado. Minha reação a essas intempéries é seguir trabalhando, sempre, pois essa é a melhor resposta. Mas deixo essas reflexões para que os sergipanos avaliem se o prêmio por uma gestão aprovada popularmente é passar a ter em seu encalço denúncias e mais denúncias mentirosas, como foi o caso deplorável dos radialistas que afirmaram que meu filho tinha sido preso. Caso esse, aliás, que já encaminhamos para a Justiça, como toda pessoa de bem deve fazer.

Portanto, mesmo diante de tantas perseguições e infâmias, seguirei fazendo o que sei fazer de melhor por Itabaiana e por Sergipe: trabalhar. Que os sergipanos julguem o que é, de fato, relevante para um futuro melhor para todos nós. E que Deus nos proteja e nos guie em nossas decisões.

*Valmir de Francisquinho é bacharel em Direito e prefeito de Itabaiana.