Melhoria no fluxo do Huse gera redução nos custos com refeições

Melhoria no fluxo do Huse gera redução nos custos com refeições
julho 15 05:43 2018 Imprimir Conteúdo

Sabor, qualidade e satisfação. Três fatores exigidos pela secretaria de Estado da Saúde e que andam juntos quando o assunto são as refeições que são servidas diariamente no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), através do Serviço de Nutrição e Dietética (SND) da unidade. Nos últimos três meses (abril, maio e junho), houve uma redução considerável das refeições servidas no hospital. Passando de 77.033 refeições sólidas para pacientes adultos e infantis, para 71.165 refeições, o que representou uma economia para o hospital.

De acordo com a referência técnica em nutrição do Huse, Sieune Roberta Araújo, essa redução se deu por conta das ações realizadas pela gestão do hospital nos últimos três meses e que tem melhorado o fluxo de internação.

“Essa redução foi atribuída às ações de resolutividade desenvolvidas pela gestão que conseguiu transferir e operar os pacientes que aguardavam há dias e até meses pelos procedimentos. Uma grande conquista que repercutiu tanto nas dietas sólidas, quanto líquidas e enterais. Com isso uma diminuição do custo total”, afirmou.

Um fato interessante é que consequentemente os acompanhantes também tiveram seu número de refeições reduzidas, já que os seus familiares internados receberam alta ou foram transferidos. Para se ter uma ideia, eram servidos para os acompanhantes 31.683 refeições e depois das ações realizadas, esse número caiu para 28.850 refeições servidas.

“As dietas extras, que são sucos, frutas, chás, entre outros, também tiveram diminuição em termo de valores, passando de R$ 12.704,79 para R$ 9.438, 42. Outra questão é quanto as dietas líquidas e enterais, que é destinada a pacientes recebem a alimentação por meio de um tubo ou sonda flexível que passaram de 2.077 para 2.034, já as de sistema aberto (pacientes nas Alas) reduziram de 1.223 para 1.002, além das dietas líquidas e semi líquidas que passaram de 995 para 822 e 3.188 para 2.819 respectivamente”, explicou Sieune Roberta.

Com um cardápio variado, as refeições são divididas em seis tipos: desjejum (café da manhã), colação (lanche da manhã), almoço, lanche da tarde, jantar e ceia, além das dietas líquidas e enterais. Existem cardápios variados para os pacientes de acordo com cada patologia que são calculados e individualizados. A dieta que vai para um paciente não pode servir para outro paciente, é uma conduta individualizada que é feito pelos nutricionistas da equipe multidisciplinar de terapia nutricional.

O serviço de nutrição do Huse é terceirizado, a nutrição clínica é feita pelos nutricionistas da Fundação Hospitalar de Saúde (FHS) e os estatutários cedidos pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), já a produção das refeições é terceirizada por uma empresa de alimentação contratada. Ela fornece todas as refeições, tanto para funcionários e acompanhantes que é chamado de coletividade sadia, quanto da coletividade enfermo que são os pacientes com dietas especiais por via oral e via sonda nasoenteral. As dietas líquidas e semilíquidas também são fornecidas pela empresa terceirizada.

Alerta

Os estagiários da nutrição fazem alertas constantes, através de cartazes distribuídos no refeitório quanto ao desperdício de refeição. Para se ter uma ideia, no último levantamento realizado pelos estagiários, foram desperdiçados no almoço 20,85 kg de alimentos que daria para alimentar 37 pessoas.

Para Sieune Roberta, um alerta importante e que dá resultados. “Com o desemprego que está no país, é grande o número de pessoas que tem a necessidade da alimentação e muitas vezes passam até o dia inteiro sem fazer uma refeição e a gente presenciar desperdício é muito triste. Então, no momento em que estiverem servindo a pessoa dizer que coloque menos ou não coloque certo tipo de mistura é muito importante para evitar o desperdício” concluiu.

Fonte e foto: Ascom SES

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