Márcio: estamos perdendo vidas. Recursos não são utilizados

Márcio: estamos perdendo vidas. Recursos não são utilizados
agosto 04 16:38 2020 Imprimir Conteúdo

Petista detalha valores destinados à Prefeitura de Aracaju que, segundo ele, não foram utilizados para minimizar os efeitos da pandemia

Nesta terça-feira, 04, em entrevista ao programa “Liberdade sem Censura”, da Rádio Liberdade FM, o pré-candidato à Prefeitura de Aracaju, Márcio Macêdo (PT), conversou com os radialistas, André Barros e Ewerton Júnior, onde apresentou alguns números que, em seu entendimento, representam descaso da gestão municipal com a população aracajuana. Na oportunidade, ele também relembrou sua trajetória política, enquanto secretário municipal e estado, e, ainda, como deputado federal.

Questionado sobre como observa a situação atual da capital, Márcio Macêdo afirmou que enxerga com total precariedade e má administração. “Todo o modelo de saúde que foi implementado na gestão de Déda, e do senador Rogério Carvalho quando foi secretário de Saúde, foi desmontado. Então, precisa resolver a questão da Saúde. As pessoas não conseguem fazer exames, não tem diagnóstico. A única coisa que funciona são os hospitais das zonas Norte e Sul, e o Samu. Mas, ainda assim, muito precários. Além disso, é preciso que se crie uma agência municipal fomentadora e incubadora de projetos que possam gerar renda e emprego na cidade toda. A prefeitura precisa organizar o setor produtivo. Mas, não. Se entrega aos empresários grandes e massacra o micro, pequeno e médio empresário. Boa parte de nossa juventude está desiludida. Sem emprego. Sem perspectiva”, declarou.

Para ele, as ações da gestão de Edvaldo Nogueira (PDT) resumem-se em marketing. “Isso que foi criado sobre a boa gestão, é fake. Foi fruto de marketing. São coisas que estão na mesmice e que precisamos romper com isso. Temos 26 mil famílias vivendo abaixo da linha da pobreza, com cerca de R$ 80,00 por mês. O que custa fazer a renda básica? Nada. A prefeitura recebeu R$ 76,5 milhões para o combate a covid-19. Vai receber mais R$ 35,1 milhões este mês. Do ponto de vista da Saúde, nada foi feito. Não tem UTI, respirador. Não tem EPI’s para a equipe. Com tanto dinheiro, tem que agir agora. A execução orçamentária até a última sexta, dia 31, consta que somente R$ 17 milhões do orçamento para a covid-19 foram usados. Por quê isso? Além disso, ele não suspendeu o IPTU para as famílias carentes, não fez programa de distribuição de cesta básica, não fez convênio com a Deso e Energisa para suspender a tarifa de água e energia da população carente. O dinheiro está aí. Tem que agir agora. As vidas precisam ser salvas. Mas isso precisa e vai mudar. Precisamos mudar e transformar Aracaju em cidade solidária e inclusiva”, acrescentou.

Ainda falando sobre o atual prefeito, o petista lembrou os anos que Nogueira já acumula na gestão municipal. “Ele já tem 16 anos, pessoalmente, na prefeitura. Quer completar 20? Ele está parecendo Hosni Mubarak, que presidiu o Egito por 30 anos”, alfinetou.

Trajetória política

A caminhada política e social de Márcio Macêdo não é recente e, ao longo de sua trajetória pública, já desempenhou funções importantes nos cenários municipal, estadual e federal. Entre os destaques comentados na entrevista, ele pontuou algumas dessas ações.

“Tive a honra de ser secretário do Orçamento Participativo na gestão de Déda como prefeito. As obras que ele fez, aqui em Aracaju, tive participação direta. Isso, para mim, foi muito importante, porque me fez ter contato com a nossa gente. Ajudou-me a conhecer a carência do nosso povo e, assim, ajudar. Fui também secretário de Meio Ambiente e Recursos Hídricos também na gestão de Déda, mas já no Governo do Estado. O projeto ‘Águas de Sergipe’ fui eu que fiz e tem sido investido em vários projetos de esgotamento, recuperação de corpos hídricos e fornecimento de água potável a comunidades. Além disso, todo o processo de revitalização da Deso fui eu quem fiz, eu aprovei. A adutora do Alto-Sertão e a Sertaneja foi a partir da gestão que fizemos voltada ao meio ambiente. Por onde passei, trouxe benefícios para Aracaju e para o estado”, explicou.

Ele ainda acrescentou sobre alguns projetos importantes que, enquanto deputado federal, trouxe à Aracaju. “A informatização da rede de educação foi renda minha, a construção e ampliação da UFS foi com recursos meus, a urbanização da região da Atalaia também. Esses são alguns exemplos, mas tem muito mais. Por isso, apresento-me como pré-candidato com a consciência tranquila. Com lisura. Estou com essa missão com sentimento de querer ajudar o nosso povo. A minha cidade”.

Alianças

Durante a entrevista, Márcio Macêdo foi perguntado sobre possíveis alianças políticas e se já vem dialogando com partidos em relação aos apoios nessas eleições. “Estamos conversando com os partidos. É algo natural. Mas o modelo partidário mudou muito nos últimos anos. Quem sobreviveu, de fato, foi o PT. A política de alianças é algo muito relativo hoje, as coisas estão diferentes. Vivemos um tempo de transição, onde o que já existia e o modelo novo – e que ainda não sabemos como será. Tenho tranquilidade porque o PT, sozinho, tem um bom espaço de televisão. Se os partidos que estamos conversando vierem, ótimo. Caso contrário, seguiremos. Porque eleição é isso”, disse.

Já em relação a movimentação de seus prováveis adversários, o pré-candidato informou que o foco do PT é dialogar com o povo e buscar soluções para trazer mais desenvolvimento à cidade e, consequentemente, às pessoas. “Acho que as coisas estão se definindo e isso é importante para deixar visível para a sociedade quem é quem. Quem está ao lado do povo.  Não tenho direito de fazer nenhum comentário sobre a caminhada política de nossos adversários. O que vou continuar fazendo é mostrar à sociedade quem eu sou, o que o PT, junto a Déda e o presidente Lula, fizeram por Aracaju. Este é o nosso objetivo principal. Essas outras questões não têm nenhuma influência em nossa caminhada”, resumiu.

Fonte e foto assessoria

  Editoria: