Mais de 600 gestantes adolescentes deram entrada na MNSL este ano

Mais de 600 gestantes adolescentes deram entrada na MNSL este ano
novembro 08 10:57 2019 Imprimir Conteúdo

Os dados da Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL), unidade gerenciada pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) ,demonstram que de janeiro a outubro de 2019, dos 4.460 partos realizados, 656 foram em adolescentes. Nesse sentido, a maternidade oferta  essas meninas atendimentos multidisciplinar e entre eles apoio psicológico para ajudá-las a lidar com as mudanças que têm de enfrentar.

“Na MNSL, as adolescentes encontram apoio psicológico para continuar a vida e cuidar do bebê com amor e responsabilidade. A adolescência é uma fase da vida em que ocorrem modificações corporais e psicológicas na jovem. A gravidez, nesse momento, raramente é planejada e conseqüentemente provoca mudanças drásticas na vida da menina que está gestante”, explicou a psicóloga Andresa Azevedo.

Angústia e conflitos são as consequências geradas para as meninas na gravidez precoce quando não planejada. “As dificuldades encontradas por elas são diferentes, dependendo do contexto que as mesmas estejam inseridas, e o apoio da família é de suma importância para que essas adolescentes não se sintam abandonadas e desenvolvam problemas psíquicos”, observou Andresa.

A SES realiza durante todo o ano ações de conscientização voltadas para os adolescentes em escolas e espaços públicos. O médico Almir Santana, gerente do programa IST/AIDS afirma que o método mais eficaz para evitar a gravidez precoce ainda é a camisinha. “Não sou contra os anticoncepcionais, mas é preciso usar a camisinha. O adolescente pode contrair uma IST, ou seja, só previne a gravidez”,  alertou.

A paciente Poliane Renata Alves dos Santos, 15 anos, descobriu que estava grávida quando a menstruação atrasou, contou que no começo teve desavenças com a família, mas depois eles apoiaram. Poliene chegou à maternidade com quatro centímetros de dilatação. “Tive um parto prematuro com seis meses e estou internada na Ala Verde, esperando meu bebê ganhar peso para receber alta. O apoio da família é fundamental”, disse  a adolescente, que não imaginava que fosse engravidar tão jovem.

Fonte e foto SES

  Editoria: