Maio Roxo alerta para as doenças inflamatórias intestinais

maio 27 06:58 2022

 

Em maio, as Doenças Inflamatórias Intestinais (DII) ganham destaque na área da saúde. A campanha Maio Roxo chama a atenção para estas enfermidades que, segundo a Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP), afetam mais de 5 milhões de pessoas no mundo.

De acordo com a coloproctologista cooperada Unimed Sergipe, Ana Carolina Ribeiro Lisboa, as doenças inflamatórias intestinais mais comuns são a Doença de Crohn e a Retocolite Ulcerativa, que são causadas por um desequilíbrio do sistema inflamatório, onde o excesso de imunomediadores são tóxicos ao epitélio intestinal.

“O ambiente, em especial o tipo de dieta, pode despertar o início dos sintomas de DII.  Produtos enlatados, embutidos e condimentos industrializados são responsáveis por modificar a qualidade da microbiota intestinal e danificar a barreira de proteção celular.  Vivemos num período pós-covid, onde o perfil ansiogênico da população também é um fator importante no gatilho das DII”, explica a médica Ana Carolina.

A campanha Maio Roxo foi criada pela Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP), pela Associação Brasileira de Colite Ulcerativa e Doença de Crohn (ABCD) e pelo Grupo de Estudos da Doença Inflamatória Intestinal do Brasil (GEDIIB). Segundo a médica, os sinais e sintomas que devem chamar a atenção são: diarréia crônica, dor abdominal recorrente, sangue e/ou muco nas fezes, perda de peso, inapetência e anemia crônica.

“É preciso ter atenção com a faixa etária dos adolescentes, pois percebe-se um aumento do número de casos na população geral.  As DII também podem afetar a população pediátrica e cursa com retardo de crescimento e de caracteres sexuais.  O diagnóstico é feito inicialmente, pela colonoscopia.  No entanto, para a Doença de Crohn do intestino delgado, é necessário estudo radiológico por imagem”, pontua a médica.

O tratamento para estas doenças é diversificado, dependendo do tipo de doença e de sua evolução. “A terapia pode ser oral, subcutânea ou venosa e vai se adequar à gravidade de cada caso.  Baseia-se em medicações anti-inflamatórias específicas, imunossupressores e imunobiológicos.  Outras terapias adjuvantes incluem probióticos, e um apoio nutricional e psicológico”, complementa a coloproctologista.

Fonte assessoria

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