Linda Brasil repudia violência e tortura cometida por instituição policial 

maio 31 14:11 2022

 

Na manhã desta terça-feira, 31, a vereadora Linda Brasil (PSOL) solicitou aparte para a vereadora Ângela Melo (PT), para manifestar repúdio pela execução de Genivaldo Santos, homem negro, morto em Umbaúba após abordagem policial.

“Me solidarizo com a dor da família dele, me sinto triste e dilacerada com a prática de tortura e morte. Reforço aqui que para que possamos ter credibilidade nas instituições públicas de segurança, precisamos retirar esse genocida do poder”, afirmou.

Sergipe é um dos estados que está no ranking de violência e assassinato contra pessoas pobres e negras, atualmente o estado é o 4º com maior risco de letalidade para essa população, com percentual de 6,4%, perdendo para Alagoas, Amapá e Paraíba. Só em 2019 foram 934 mortes de pessoas negras.

A vereadora preocupada com o quadro de estímulo à violência por parte de entidades e autoridades do governo federal, realizou, na última quinta-feira, 26, em conjunto com a vereadora Erika Hilton uma denúncia à ONU sobre a morte do sergipano. Além disso, a denúncia foi enviada para três relatorias especiais do Alto Comissariado, que investigam casos de discriminação, de tortura e de execução sumária.

A Organização das Nações Unidas (ONU), por meio do escritório responsável pelos Direitos Humanos na América do Sul, está cobrando das autoridades brasileiras uma investigação célere e completa sobre a morte de Genivaldo. O chefe regional da ONU, Jan Jarab, declarou em nota, que é fundamental que as investigações cumpram as normas internacionais de direitos humanos e que os responsáveis sejam levados à Justiça.

Tribuna Livre

Na ocasião, a Câmara Municipal de Aracaju (CMA), recebeu Zezito Oliveira, historiador, representante da Associação dos Moradores do Bairro América e do Centro Ecumênico de Estudos Bíblicos (CEBI), que na oportunidade lançou o livro AMABA – O esquecido círculo de cultura da Aracaju dos anos de 1980, que relata a história de organização e resistência da população do Bairro América.

“É importante resgatar a memória, valorizar a cultura do nosso povo, a partir desse livro que traz a história de uma das primeiras associações de moradores de Aracaju, e surge a partir de uma luta pela qualidade de vida, devido a fábrica de cimento, como isso é importante para o povo de Aracaju. A consciência da importância da gente auto se organizar, e lutar contra movimentos e atitudes que prejudiquem os nossos direitos, a nossa saúde. Então, parabéns pela fala, pelas informações tão importantes, existem vários autores, principalmente aqueles que estão na periferia, e colocam em versos e prosas, e conseguem perceber o que está acontecendo na sua realidade, e muitas vezes não são divulgados. Espero que possamos mobilizar ações que levem a difundir essas histórias, lutas e resistências, através de relatos de vivências e experiências que podem gerar empoderamento e fortalecimento da população para lutar pelos seus direitos”, refletiu Linda.

por Laila Thaíse Batista de Oliveira

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