Julho Verde: Huse alerta para prevenção de câncer de cabeça e pescoço

julho 17 06:05 2020 Imprimir Conteúdo

Foi realizado na manhã desta quinta-feira (16), no Centro de Oncologia do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), um treinamento para os profissionais do setor de radioterapia da unidade oncológica com o intuito de capacitá-los na identificação do risco de Disfagia (dificuldade de engolir). O treinamento é uma proposta de ação a Campanha Nacional do Julho Verde de conscientização e combate ao câncer de cabeça e pescoço, com objetivo de disseminar informação, identificar e encaminhar precocemente o paciente para avaliação e reabilitação fonoaudiológica.

“O treinamento é para os profissionais e pessoas que estão envolvidas no processo de cuidado do paciente, desde a recepção, gerência, até os profissionais que atuam diretamente. Muitas vezes, o tratamento do câncer de cabeça e pescoço, seja ele de cirurgia, radioterapia, quimioterapia, pode levar a sequelas e complicações, além de interferir no processo de deglutição, o paciente começa a evoluir com tosse, engasgo durante a alimentação e pode está indicando entrada de comida no pulmão, e aí ele pode desidratar, desnutrir e muitas vezes pode levar a uma pneumonia, tendo que internar o paciente por estar debilitado”, explicou a fonoaudióloga da Oncologia do Huse, Margareth Andrade.

Ela ressalta ainda que o perfil do paciente quando chega a Oncologia do Huse, muitas vezes já está com o tumor avançado. “É tão ruim quando o paciente chega com poucas possibilidades de tratamento, além de sequelas que se agravam devido ao próprio tratamento. Isso traz uma pior qualidade de vida para o paciente porque ele vai ter que parar o tratamento para internar e com isso, prejudicar o tratamento e evoluir o tumor”, esclareceu Margareth Andrade.

Existem alguns sintomas que podem ser identificados no início da doença como uma ferida na boca que não cicatriza há mais de 15 dias, engasgo e tosse durante a alimentação, um nódulo ou massa no pescoço que está crescendo, dor ao engolir, mancha esbranquiçada na boca, entre outros. O ideal é procurar o atendimento mais cedo para ter a chance de cura e tratamento, intervindo cada vez mais cedo.

A enfermeira e gerente da radioterapia do Huse, Soraya Bezerra, participou do treinamento e destacou a importância da iniciativa. “O treinamento é importante para que todos consigam interagir e ter conhecimento do que cada profissional faz e poder orientar o paciente da melhor forma possível para que ele consiga ser atendido em sua integralidade, ou seja, não só focando na doença, mas em tudo que possa ajudar na saúde dele, por isso, esses treinamentos e conhecimentos só ajudam”, finalizou.

Informações e foto SES

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