A ingratidão na política, escreve Vitor Déda

A ingratidão na política, escreve Vitor Déda
abril 02 06:23 2018 Imprimir Conteúdo

 

Estou consternado com a ingratidão da política em Sergipe. Marcelo Déda com problemas sérios de saúde confiou a vice governadoria à Jackson Barreto, que de forma deselegante e desrespeitosa disse que ao assumir o governo do estado em maio de 2013, o dinheiro do PROINVEST teria desaparecido do caixa do governo. Como assim Jackson?

Fazendo uma breve retrospectiva, Marcelo Déda, em seu primeiro ano de gestão como governador, já havia passado por problemas de saúde e o hoje vice-governador, Belivaldo Chagas, assumiu em algumas ocasiões o comando do estado, que a época também era vice de Déda. Tudo funcionou perfeitamente naquele período e eis que na reeleição, Marcelo Déda prestigia o então deputado federal Jackson Barreto para compor a chapa majoritária e o transforma em vice, esse era o “salto” que Jackson precisava para tentar ser um dia governador.

Ao passar dos anos, a doença retorna a corroer nosso Déda, foram momentos de angústia que só nós familiares conhecemos. Além do serumano, ali estava o maior comandante do estado em sofrimento por não conseguir manter o seu ritmo de trabalho que sempre lhe foi peculiar, em benefício do povo.

Déda apenas lutou e mesmo enfermo, conclamou a oposição pela aprovação do PROINVEST. Após sua aprovação e com o projeto sancionado, o comandante precisava se retirar, ali, tinha concluído a missão que o povo lhe confiou e imediatamente passa o governo do estado para seu vice governador, Jackson Barreto, a quem coube administrar não só o estado, mas dar prosseguimento ao Proinveste percorrendo os órgão federais para que a primeira parcela fosse liberada ficando claro e evidente que quando os recursos entraram na conta do estado de Sergipe, Déda não estava no comando do estado, em virtude do câncer, este, passou a ser um ex-combatente que já tinha cumprido sua missão.

Está claro que o dinheiro apareceu na conta do estado quando o governo já estava sob a direção de Jackson, como também que o nosso povo não sorriu, afinal nenhuma das obras idealizadas pelo saudoso gestor Marcelo Déda saíram do papel. E pasmem, agora recebemos com muita amargura e dissabor que o dinheiro não estava na conta. Como assim, Jackson?

Marcelo Déda apenas disse como um último suspiro do comandante ao seu povo: “Quando forem colher os sorrisos do povo com essas obras, lembrem-se de mim”.

Como dizia o estadista Alemão Johann Goethe: “Ingratidão é uma forma de fraqueza. Jamais conheci homem de valor que fosse ingrato.”

Jackson Barreto como religioso, deveria aproveitar esse período de semana santa e fazer penitências devido a ingratidão cometida contra o maior governador que esse estado já teve, Marcelo Déda Chagas.

Vitor Deda é bacharel em direito e primo do ex-governador Marcelo Déda

  Editoria: