II Corrida Contra Escravidão será neste domingo, dia 17

II Corrida Contra Escravidão será neste domingo, dia 17
novembro 15 07:44 2019 Imprimir Conteúdo

Prova vai reunir 600 atletas e contará com três percursos

Será realizada neste domingo, 17, a partir das 7h, a 2ª edição da Corrida Nacional Contra a Escravidão. A prova reunirá 600 atletas e contará com percursos de 5 e 10km e caminhada de 2,5km, com largada e chegada no Parque da Sementeira.

A competição é promovida pelo Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais do Trabalho (Sinait) e tem como objetivo dar visibilidade à luta da categoria contra as formas de trabalho forçado, além de despertar a atenção da sociedade para esta causa.

Serão premiados os três primeiros colocados na categoria geral de todas as distâncias. Também serão concedidos troféus para os três atletas com menor tempo por faixa etária, auditores e corredores com deficiência. Todos os atletas devidamente inscritos que completarem a prova receberão uma medalha de participação.

A entrega dos kits será realizada no sábado, dia 16, das 9 ás 19h, no Hotel Delmar, localizado na Avenida Santos Dumont, 1.500, na Orla de Atalaia. Para retirá-los, os corredores devem apresentar o comprovante de pagamento da inscrição e um documento com foto. Idosos, pessoas com deficiência e auditores fiscais de trabalho inscrito devem levar o comprovante de sua categoria.

A corrida também faz partes das atividades do 37º Encontro Nacional dos Auditores-Fiscais do Trabalho, que também será promovido em Aracaju entre os dias 17 e 20 de novembro e terá como tema “A Auditoria-Fiscal do Trabalho e o futuro do trabalho humano.

Dados

Para se ter uma ideia da importância da luta contra o trabalho escravo, desde 1995, quando o governo brasileiro reconheceu a existência dessa ilegalidade e decidiu combatê-la, mais de 54 mil pessoas foram resgatadas pelos auditores-fiscais do trabalho em condições análogas de escravidão, segundo dados do próprio Governo Federal.

O Código Penal brasileiro, em seu artigo 149, caracteriza o trabalho análogo ao escravo como aquele em que são oferecidas condições degradantes de trabalho, jornadas exaustivas, trabalho forçado e servidão por dívida.

Um estudo divulgado pela Secretaria Especial da Previdência e Trabalho em fevereiro deste ano traçou um perfil dos trabalhadores resgatados durante as fiscalizações. Eles são em sua maioria negros, nordestinos, não possuem registro em carteira de trabalho e apresentam baixa escolaridade (32% deles são analfabetos).

Foto assessoria

Por Wellington Amarante

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