Huse registra redução de vítimas de acidentes de trânsito

Huse registra redução de vítimas de acidentes de trânsito
fevereiro 28 13:23 2018 Imprimir Conteúdo

Huse registra redução de vítimas de acidentes de trânsito nos dois primeiros meses do ano

No ano passado (2017), foram registrados 6.850 pacientes vítimas de acidentes no trânsito, entre automobilísticos (783), motociclísticos (5.839) e atropelamentos (228)

A violência no trânsito ainda é significativa e reflete no número de vítimas que dão entrada no Pronto Socorro do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse) a todo o instante. No ano passado (2017), foram registrados 6.850 pacientes vítimas de acidentes no trânsito, entre automobilísticos (783), motociclísticos (5.839) e atropelamentos (228). Desse total, 1.788 pacientes ficaram internados para cirurgias, novos exames e outros procedimentos.

De acordo com os balanços gerenciais e os dados do Sistema Integrado de Informatização do Ambiente Hospitalar (Hospub), do Ministério da Saúde (MS), nos dois primeiros meses do ano passado (janeiro e fevereiro de 2017), foram identificados 1.327 usuários que se envolveram em acidentes no trânsito, sendo que desse número, 335 ficaram internados. No mesmo período desse ano (2018), houve uma redução nos registros e chegou a 992 atendimentos, sendo que desse total, 274 necessitaram de novos procedimentos.

O coordenador do Pronto Socorro do Huse, Vinícius Vilela, explica que as estatísticas estão reduzindo, mas, ainda é significativo a quantidade de pacientes que chegam na Área Verde Trauma, vítimas de acidentes no trânsito. “As causas desses acidentes na maioria das vezes é em relação à imprudência e estão ligados a fatores como a excesso de velocidade, falta do uso de equipamentos de segurança como o cinto de o capacete, além da ingestão de álcool. Isso representa um custo muito alto em assistência hospitalar, UTI (para os casos mais graves), insumos, equipamentos, exames, entre outros”, ressaltou Vinícius Vilela.

Sequelas

Cerca de 30% desses casos as sequelas existem e muitas são definitivas, como a paraplegias, tetraplegias, deformidades ósseas e amputações. Nos outros 70%, as vítimas sofrem sequelas parciais, como restrições de movimentos e dores. O paciente Geneildo Batistas, 26, é do município de Lagarto e sofreu um acidente motociclístico que vai precisar passar por uma cirurgia no fêmur, além de estar com a clavícula quebrada. Imobilizado em cima da maca ele diz que depende da família para se movimentar.

“Foi muito rápido o acidente, mas, graças a Deus, estava com o capacete e ajudou muito. Estou aguardando a minha cirurgia e depois a readaptação com a fisioterapia. Minha família está comigo o tempo todo me ajudando em tudo”, disse.

O ajudante de pedreiro, Marcos Silveira, 40, também faz parte da estatística e confessa que entrou na via sem atenção, foi inevitável a colisão. Com uma fratura de tíbia, o jovem aguarda a cirurgia. “A culpa foi um pouco minha, eu sai de uma estradinha de barro e fui para a rodovia sem prestar atenção, não consegui frenar a tempo. Mas estou sendo bem cuidado e vou ficar bom logo”, declarou.

A gerente da Área Verde Trauma, Débora Feitosa, ressalta que as campanhas educativas devem ser contantes para reduzir ainda mais as estatísticas, não só em Sergipe, mas, em todo o Brasil. “Conscientizar a população é fundamental e essas campanhas sempre trazem um alerta importante que acabam refletindo aqui no Huse e ajudando a reduzir as nossas estatísticas”, concluiu.

ASN

Foto assessoria

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