Huse realiza uma média 250 cirurgias ortopédicas por mês

Huse realiza uma média 250 cirurgias ortopédicas por mês
setembro 27 06:04 2018 Imprimir Conteúdo

O setor de Ortopedia do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse) realiza uma média de 250 cirurgias por mês. A informação é do chefe do setor, médico Antônio Cabral, salientando que o serviço registra uma melhora expressiva em relação ao fluxo de atendimento, fazendo a fila andar. Ele destacou que este número se refere aos procedimentos realizados no próprio Huse, sem envolver os resultados produzidos na unidade de retaguarda que é o Hospital de Cirurgia.

O chefe da Ortopedia informou também o número de atendimentos ortopédicos no Ambulatório de retorno. A média mensal oscila entre 1.400 a 1.500 usuários assistidos na continuidade do tratamento ou revisão dos procedimentos adotados.

Os procedimentos abrangem os serviços de trauma adulto e infantil, oncologia ortopédica e cirurgia de mão, segundo informações do especialista. “São vários serviços dentro de um único serviço”, reforçou Cabral para destacar que o Huse é o único hospital do Estado que tem uma equipe completa para atender os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).

Cabral evidenciou, ainda, que o serviço de Ortopedia do Huse funciona em várias etapas, iniciando-se à porta, com uma equipe de plantão que tem a função de fechar o primeiro atendimento. Na sequência, uma equipe de retaguarda responde pelas cirurgias pré-programadas, que são aquelas de pacientes que estão internados para a primeira cirurgia (na ortopedia às vezes são necessários vários procedimentos cirúrgicos). A terceira etapa, são as cirurgias eletivas de pacientes que têm fraturas fechadas.

Ele explicou que as cirurgias são realizadas a partir da classificação por gravidade. “Uma pessoa que tem uma lesão mais grave com certeza vai ser atendido mais rapidamente, enquanto o paciente que pode esperar será operado no tempo oportuno”, enfatizou Antônio Cabral, lembrando que o Huse é um hospital de alta complexidade, que oferece serviços cirúrgicos em diversas especialidades, a exemplo da cirurgia geral, bucomaxilofacial, neurocirurgia, urologia, torácica, dentre outras.

Sobre haver uma fila de espera, o chefe da Ortopedia foi categórico em afirmar que “pensar que isso vai acabar realmente é uma ilusão. Isso porque, a energia do trauma tem aumentado, os acidentes estão cada dia são mais graves, portanto, a demanda é sempre crescente”, disse, ele, salientando que antes a pessoa quebrava um braço porque subia numa mangueira e caía, mas hoje a pessoa quebra o braço porque anda de moto, por exemplo. “Então, a fratura é muito mais grave, o procedimento é muito mais complexo, o custo muito mais alto e o tempo de recuperação muito mais longo”, relacionou.

Segundo ele, os traumas ortopédicos mais comuns são as fraturas exposta de membros superiores e inferiores e as lesões de mão. Entre as mais graves está o esmagamento de membros causados, por exemplo, por forrageira. “Inconcebível que ainda ano século XXI uma máquina destrua a mão de um homem que vai moer capim”, disse, citando também as lesões por maquitas em profissionais.

Fonte e foto assessoria

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