Hepatites Virais: SES orienta municípios sobre ações no Julho Amarelo

Hepatites Virais: SES orienta municípios sobre ações no Julho Amarelo
julho 17 13:09 2020 Imprimir Conteúdo

Julho Amarelo é o mês dedicado ao combate das Hepatites Virais. Neste ano, devido a situação de pandemia, a  Secretaria de Estado da Saúde (SES) vem estimulando os municípios na realização de ações de incentivo à luta, ressignificando o período. Se antes eram realizadas ações de testagem, seminário e outras atividades durante o mês todo, conforme o responsável técnico pelo Programa Estadual de Prevenção e Controle das Hepatites Virais, João Lucas Tavares de Lima, atualmente, está havendo orientação de readaptação seguindo as normas da Organização Mundial de Saúde e os decretos do Governo do Estado.

“Por ser um ano atípico, as recomendações mudaram. Estamos em diálogo com os municípios  sugerindo ações que podem ser realizados nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), como oferta de testes rápidos para hepatites B e C durante as consultas médicas e de enfermagem, priorizando gestantes e grupos vulneráveis; monitoramento e vacinação contra as hepatites A e B, conforme Calendário Nacional; workshops para profissionais da saúde utilizando plataformas online; confecção de flyers online para divulgação em mídias sociais e sítio eletrônico são alguns exemplos”, destaca João Lucas Tavares de Lima.

No Brasil, os tipos de hepatites virais mais comuns são a A, B e C. Embora sejam na maioria das vezes, inicialmente silenciosas, as hepatites virais podem levar a complicações sérias quando não diagnosticadas logo no início. Os vírus causadores da doença geram uma inflamação crônica e silenciosa no fígado, segundo maior órgão do corpo humano, responsável por secretar e metabolizar substâncias importantes para a manutenção da saúde.

“Enquanto a hepatite A tem transmissão oral-fecal e transmissão sexual (oral-anal), as hepatites  B e C podem ser transmitidas por meio do compartilhamento de materiais como seringas, agulhas e equipamentos para uso de drogas, objetos de higiene pessoal (lâmina de barbear, escovas de dente, material de manicure), confecção de tatuagem e colocação de piercing; por meio da relação sexual sem camisinha e transmissão da mãe para o filho durante a gestação, parto ou amamentação. Por isso a prevenção seria o não compartilhamento de objetos perfurocortantes e de uso pessoal, uso de camisinha nas relações sexuais, além da vacinação para hepatite A e B ”, explica João Lucas.

Em Sergipe, enquanto há uma  variação de idade de pessoas com Hepatite A, com hepatite B a faixa etária prevalente é de 20 a 49 anos. Já a faixa etária na C é de 50 a 79 anos. O número de casos das Hepatites B e C estão em ascendência no Estado de Sergipe. A série histórica divulgada pela Diretoria de Vigilância em Saúde da SES  mostra ano a ano os números dos novos registros:

Hepatite A

2015 = 16 casos

2016 = 06 casos

2017 = 08 casos

2018 = 01 caso

2019 = 03 casos

Total: 34 casos

Hepatite B

2015 = 113 casos

2016 = 115 casos

2017 = 123 casos

2018 = 150 casos

2019 = 145 casos

Total: 647 casos

Hepatite C

2015 = 89 casos

2016 = 85 casos

2017 = 100 casos

2018 = 121 casos

2019 = 119 casos

Total: 514 casos

Informações e foto SES

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