Greve: “Esta é a reação dos que não aceitam um governo que desmonta a educação pública”, diz João Daniel

by Munir Darrage | 16 de maio de 2019 05:00:33

Todos os estados do país registraram atos da greve geral da Educação nesta quarta-feira, dia 15. O motivo principal para as manifestações que tomaram conta das ruas de capitais e grandes cidades foi o desmonte da educação pública promovido pelo governo de Jair Bolsonaro e, mais recentemente, os cortes de investimentos nas universidades e institutos federais de todo país. A paralisação de hoje inicia e fortalece as mobilizações visando a greve geral nacional marcada para dia 14 de junho. O deputado federal João Daniel (PT/SE) participou do ato realizado em Brasília que culminou na Esplanada dos Ministérios.

De acordo com o parlamentar, esta greve foi um dos grandes atos dos quais ele participou na capital federal. “Esta é a reação do povo brasileiro, da juventude, das universidades, dos institutos federais de Educação que não aceitam um governo que desmonta toda soberania nacional e a educação pública”, afirmou João Daniel.

A greve geral da Educação foi convocada como forma de repúdio ao corte de 30% no orçamento das universidades e institutos federais anunciados pelo secretário de Educação Superior do Ministério da Educação, Arnaldo Barbosa de Lima Júnior, embora depois o governo federal tenha negado, afirmando ser apenas um contingenciamento, que não chegaria a esse percentual. No entanto, não é o que afirmam reitores de universidades e institutos federais, que dizem que com esse corte só terão verbas para manter as instituições de ensino funcionando até o mês de setembro, em alguns casos.

Na avaliação do deputado, somente professores, estudantes e trabalhadores nas ruas é que se impedirão o desmonte e a destruição da educação e de um projeto brasileiro. “Bolsonaro está sabendo, hoje, o que é o povo organizado, o que é a reação da juventude e o que será o seu governo”, declarou João Daniel.

Em Aracaju, trabalhadores e estudantes sergipanos que também aderiram à greve geral da Educação realizaram ato. Logo cedo eles bloquearam a entrada da universidade e do Instituto Federal de Educação. À tarde, todos se uniram no ato que saiu da praça General Valadão e tomou as principais ruas do Centro. Mais uma vez a capital sergipana mostrou a sua força e resistência contra o desmonte da educação.

Para o dia 14 de junho já está convocada a greve geral de todos os trabalhadores, com apoio da maioria das centrais sindicais. O ato tem como objetivo impedir que seja aprovada a proposta de reforma da Previdência. A proposta já está em tramitação na Câmara, atualmente sendo analisada na Comissão Especial para depois ir para votação no plenário da Casa. Entre os pontos mais prejudiciais apontados pelos parlamentares de oposição, lideranças sindicais, além de juristas está a desconstitucionalização de direitos, a proposta do modelo de capitalização da previdência, no qual os trabalhadores terão que contribuir sozinhos para sua aposentadoria, além da mudança na idade mínima, tempo de contribuição para recebimento do valor integral e nas regras para a aposentadoria de trabalhadores e trabalhadoras rurais.

Foto: Márcio Garcez

Por Edjane Oliveira

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