Fim do auxílio emergencial aumenta procura por serviços da Assistência Social

Fim do auxílio emergencial aumenta procura por serviços da Assistência Social
fevereiro 08 12:29 2021 Imprimir Conteúdo

 

A procura pela inclusão das famílias aracajuanas no Cadastro Único (CadÚnico), instrumento que identifica e caracteriza as famílias de baixa renda de todo o Brasil, possibilitando o acesso a diversos Programas Sociais, aumentou nos Centros de Referência da Assistência Social (Cras), unidades socioassistenciais geridas pela Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal da Assistência Social, após o fim do pagamento da última parcela do Auxílio Emergencial, em dezembro de 2020.

O benefício criado pelo Governo Federal no período da pandemia do novo coronavírus, contemplou as famílias inclusas no Programa Bolsa Família, famílias/pessoas cadastradas no CadÚnico fora dos critérios do Bolsa Família mas dentro dos padrões para receberem o Auxílio Emergencial, assim como famílias não inclusas no Cadastro Único que tiveram acesso ao benefício através do aplicativo ‘’Caixa Tem’’. A maioria desses cidadãos que passaram a não mais receber nenhum tipo de benefício, a partir de janeiro deste ano, tem buscado por atendimento com o intuito de atualizarem seus cadastros ou serem incluídos no CadÚnico.

De acordo com dados da Coordenadoria de Políticas de Transferência de Renda da Assistência Social de Aracaju, no mês de janeiro deste ano, 937 famílias foram incluídas no CadÚnico, que permite o acesso, considerando os critérios estabelecidos, a programas como o Bolsa Família, Identidade Jovem (ID Jovem), Benefício de Prestação Continuada (BPC), Tarifa Social, dentre outros.

Nas unidades socioassistenciais do Município também foram realizados 2.995 outros serviços, tais como prestações de informações, orientações, impressões de folha resumo ou consulta da situação cadastral e 3.254 atualizações de cadastros, devido a mudanças na renda per capita, composição familiar, endereço ou encerramento do prazo para atualização cadastral.

Quase 7,5 mil atendimentos foram realizados, o que representa cerca de 10% do número de famílias em situação de pobreza ou extrema pobreza residentes na capital sergipana inseridas no Cadastro Único. De acordo com a Coordenadora de Políticas de Transferência de Renda da Assistência Social, Yolanda de Oliveira, o apoio dado pela administração municipal aos cadastradores foi fundamental para chegar ao resultado positivo dos atendimentos.

“Os operadores do Cadastro Único tiveram o acompanhamento constante da gestão, que reforçou, diariamente, a importância de atender com mais clareza as famílias, já que muitas delas chegam até os equipamentos com dúvidas e/ou sem acesso ao CadÚnico. Na pandemia, muitas famílias estão passando por situação de vulnerabilidade temporária, por isso, nós, que atuamos na política de assistência social enquanto garantidores de direitos, precisamos fazer com que a população acesse as políticas de assistência social”, explica Yolanda.

O Cadastro Único é uma ferramenta do governo federal que inclui famílias de baixa renda para o acesso a programas sociais municipais, estaduais e federais. O CadÚnico também é porta de entrada para os atendimentos da política de assistência social, a exemplo do auxílio-moradia e dos serviços e programas ofertados nos equipamentos socioassistenciais.

A dona de casa Maria dos Santos, 53, está desempregada e foi orientada a comparecer no Cras do bairro em que mora para atualizar suas informações cadastrais.

“Há seis anos, recebia um benefício, mas não atualizava o meu cadastro e por isso, perdi. Estou tentando novamente ser inclusa porque estou desempregada no momento, não tenho condições de pagar o aluguel. Agora, quero ter acesso a algum programa que possa me trazer amparo”, contou.

Quem pode se inscrever

Famílias com renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa ou renda mensal total de até três salários mínimos podem se cadastrar. Famílias que tenham renda acima de três salários mínimos também podem se inscrever, desde que possuam algum vínculo com as políticas da Assistência Social, como, por exemplo, pessoas que sofreram violações dos seus direitos (mulheres vítimas de violência doméstica, idosos em situação de risco).

Todos os 16 Cras realizam a inscrição no CadÚnico, basta procurar a unidade de referência do bairro.

Fonte e foto assessoria

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