Escolas estaduais continuam com aula remota paralela à presencial

Escolas estaduais continuam com aula remota paralela à presencial
novembro 20 11:11 2020 Imprimir Conteúdo

Novo formato consiste na transmissão de videoaulas para os alunos que por algum motivo necessitam continuar com aulas remotas, além de viabilizar o rodízio de turmas por conta do distanciamento

Desde junho que as escolas estaduais de Sergipe retornaram com o calendário escolar de 2020 de forma remota. A partir do dia 17 de novembro, voltaram ao modelo presencial, gradativamente, para os alunos dos terceiros anos do Ensino Médio Regular; concluintes da Educação Profissional Tecnológica (EPT) integrada ao Ensino Médio; estudantes da Educação de Jovens e Adultos Ensino Médio (EJA-EM); e do programa Pré-Universitário da Seduc (Preuni), abrangendo 209 escolas estaduais.

Com a retomada das aulas presenciais, um novo sistema de ensino ganha forma na rede estadual: o ensino híbrido, que tem em sua vertente os formatos presencial e remoto. Esta metodologia objetiva intercalar os dois tipos de aulas, democratizando o ensino e promovendo a livre escolha dos pais ou responsáveis pelos alunos. Para facilitar o acesso dos estudantes ao conteúdo ministrado, as unidades de ensino têm se adaptado e estão promovendo também a transmissão das aulas presenciais, simultaneamente, por videoaulas para aqueles alunos que estão em casa.

No Colégio Estadual Doutor Jessé Fontes, no município de Pedrinhas, o professor de História, Kennedy Andrade, está ministrando a aula presencial e transmitindo para os alunos que estão em casa assistindo pelo Google Meet, seja pelo fato da promoção do rodízio da turma ou pela opção dos estudos remotos. “A escola está tendo uma proximidade com o máximo possível de alunos, e nós, professores, também nos engajamos nessa ideia. Vejo essa transmissão das aulas como um ponto bastante positivo, pois assim estamos atingindo um número muito maior de estudantes”, disse Kennedy, que utiliza a rede de internet da escola e o aparelho Data Show para transmitir as aulas.

De acordo com a diretora do Departamento de Educação da Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura (DED/Seduc), Ana Lúcia Muricy, é importante que as escolas tenham a possibilidade e as oportunidades de diversificação da metodologia utilizada. “Os tempos e espaços escolares não são restritos somente à sala de aula. Acho fantástico que o professor tenha essa possibilidade de, ao mesmo tempo, estar com alguns alunos presencialmente e transmitir essa mesma aula para aqueles alunos que estão em casa, com as aulas não presenciais. Isso permite o acompanhamento, em tempo real, de 100% dos alunos em espaços diferenciados”, disse.

Ensino híbrido

Metodologia que combina aprendizado online com o offline, o estudo híbrido traz o modelo de aprendizagem que mescla momentos em que o aluno estuda de maneira remota, e outros períodos em que a aprendizagem ocorre de forma presencial.

Na rede estadual de Sergipe, o ensino híbrido também tem sido ofertado para evitar aglomeração nas escolas estaduais, com o intuito de promover o rodízio das turmas. As unidades de ensino estão utilizando recursos tecnológicos como retroprojetor e o acesso à internet para viabilizar essa transmissão.

A coordenadora do Serviço de Ensino Médio (Semed/DED/Seduc), Isabella Silva dos Santos, vê com bons olhos essa ação desenvolvida por algumas unidades escolares. “É uma forma de diminuir o impacto no planejamento do professor, para que ele não precise ministrar novamente a mesma aula aos alunos que estão em casa. Para isso, as escolas possuem recursos tecnológicos, como computador, internet e projetor de vídeo. Essa é uma medida emergencial inteligente por parte das escolas para elas poderem atender a toda a demanda”, declarou.

Representando o corpo pedagógico no comitê escolar do Djenal Queiroz, a professora Renata Mecenas disse que o retorno das aulas presencias foi amplamente discutido e que a frente de trabalho da escola teve uma significativa contribuição para esclarecer as informações sobre o plano de retorno. “Desde o início a gente vem conversando com os alunos nas salas virtuais. Isso foi importante para a gente mensurar como eles estão se sentindo e o que pensam do retorno. Em seguida, estabelecemos o diálogo no comitê, no qual a gente pode ampliar essa conversa com as famílias, professores e o servidores que são importantes neste momento”, pontuou.

Tempo Integral

A ação está sendo realizada, também, em algumas nas escolas de Ensino Médio em Tempo Integral, a exemplo dos centros de excelência Santos Dumont e Djenal Tavares de Queiroz, ambos em Aracaju. De acordo com a coordenadora do Núcleo Gestor de Educação em Tempo Integral (NGETI), Emanoela Ramos, os gestores já estão trocando impressões sobre essa experiência, e as escolas que retornarão a partir do dia 23 já estão se organizando para transmitirem as aulas também.

“As escolas estão buscando atender realmente às necessidades dos estudantes com equidade, e os professores estão na busca desse vínculo com os alunos, preocupados com a aprendizagem. Então vejo com bons olhos tudo o que as equipes escolares estão fazendo para buscar esse estudante e tentar conseguir com que a aprendizagem aconteça com qualidade. Acredito também que, nos próximos dias, com o acolhimento que estão fazendo, consigam motivar e trazer mais estudantes para a escola”, afirmou.

Seduc

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