Em nota, FIES cobra transparência da SERGAS

Em nota, FIES cobra transparência da SERGAS
agosto 06 13:44 2018 Imprimir Conteúdo

O setor industrial vivencia por inúmeras dificuldades, como a crise econômica passando pela greve dos caminhoneiros, além dos inúmeros obstáculos fiscais e tributários que as empresas enfrentam para se manterem em funcionamento. Não bastasse tudo isso, as indústrias sergipanas receberam comunicado da Sergas informando sobre um reajuste de 11% na tarifa do gás natural, que entrou em vigor no início de agosto. Mais um duro golpe no já combalido segmento produtivo local.

Percebendo o impacto negativo para as empresas do segmento industrial dessa medida, a Federação das Indústrias do Estado de Sergipe (FIES) enviou ofícios pedindo explicações quanto a esse aumento ao Diretor Presidente da AGRESE, José Hamilton Carvalho e ao Secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico, José Augusto Pereira de Carvalho. Na comunicação, a entidade cobra dos órgãos estaduais uma maior transparência nesse processo de reajuste da tarifa do gás natural.

Um exemplo de como o assunto deveria ser tratado vem da Paraíba, onde a Companhia Paraibana de Gás (PBGás), que tem os mesmos acionistas da Sergas, explica detalhadamente os motivos que fizeram a empresa fazer o reajuste, tudo isso realizado por meio de audiência pública. Também tem um portal da transparência onde se pode acessar os Demonstrativos Financeiros e Contábeis e os Relatórios de Administração de 2004 até 2016.

Curioso que Sergipe é um dos quatro maiores produtores de gás natural do Nordeste, enquanto a Paraíba não produz um metro cúbico sequer. Portanto, a FIES cobra um posicionamento tanto da AGRESE como da SEDETEC com relação às explicações referentes a esse aumento que prejudica sobremaneira a indústria sergipana.  Por último, a entidade reforça a necessidade dos entes públicos em se manifestarem publicamente sobre a importância da revisão do Contrato de Gás Natural vigente em Sergipe, além da urgência na criação de condições para uma viabilização de um mercado livre do insumo, a partir de 5.000 m³/ dia. A indústria carece de medidas que incentivem o crescimento, e não, um aumento de custos num momento tão delicado e feito de forma abrupta e sem maiores explicações.

UNICOM/FIES

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